Um espaço aberto para o leitor

quinta-feira, 13 de abril de 2017

MATARAM A NORMA!


Por Maria do Carmo Passos

Roque Santeiro foi a última novela que tive a oportunidade de assistir. Passou na TV Globo e achei fantástica. Na época, meus três filhos eram menores de idade e achei inadequado ficar assistindo novelas no horário das 20 horas. Esbocei, apoiada por meu esposo, um regulamento que passou a vigorar na casa. Juntamente com as crianças o televisor deveria ser desligado a partir das 20 horas. Todos concordaram, iriam acordar mais cedo no outro dia, descansados e como resultado renderiam mais na sala de aula. Eu, estava incluída nas regras, já que exercia o cargo de professora. 

Mas com o passar dos anos perdi o costume de assistir televisão à noite e muito menos novelas. 

Como resultado,  comecei a sentir-me deslocada em vários ambientes em que frequentava, desconhecia os personagens e tramas das novelas, assunto predileto nas rodas sociais, inclusive no horário de recreio dos professores, pois o assunto recorrente era a novela que estava sendo exibida em determinado canal. 

Entretanto, mesmo correndo o risco de me tornar fora de moda mantive minha decisão de permanecer sem as novidades da temporada, lançamento típico das novelas.

Meus filhos tornaram-se adultos, partiram e eu optei por assistir filmes, séries, documentários e tocar piano. Criei um mundo exclusivamente meu, no qual eu me bastava.

Certo dia, fui obrigada a cair na real. Minha residência estava passando por reformas e passei a dormir num quarto encostado à janela que dava para a rua. Acordei com a conversa dos funcionários que chegaram às 7 horas da matina. Comecei a ouvir do pessoal o assunto e resisti a acreditar na história que contavam entre eles. Falavam que Jaguarão não era mais uma cidade pacata e nem segura para se viver. Relatavam os fatos com precisão.  Entre eles assalto em joalheria, supermercados e rodoviária. 

Foi nesse exato momento que um deles disse: "mataram a Norma". Nesse instante ao ouvir a sentença, fiquei aterrada, acordei de verdade, corri por toda a casa e fui parar na cozinha, onde senti muita tristeza e vontade de chorar, pois nutro um grande carinho e admiração pela Norma. 

Estando eu nesse abalo,  bateu à porta um dos pedreiros. Viu a minha tristeza e ficou consternado. Foi então que perguntei:  João, assassinaram a Norma? Por isso estou triste. Sim mataram, mas foi ontem à noite a senhora não viu??? Respondi não,  nem sequer sai de casa. Foi quando, para meu alívio ele respondeu: foi a Norma da novela e ela merecia, a senhora não acha?

Recuperei o fôlego e respondi: graças a Deus não é a minha querida amiga Norma!

Hoje, agradeço ter vivenciado essa história e serviu para reafirmar minha convicção de que 
a mídia exerce com maestria o papel da manipulação.

Ibama e PF apreendem 3,8 mil litros de agrotóxicos em fazendas no RS

Foto: Divulgação Ibama

Daniel Isaia
Agentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Polícia Federal (PF) apreenderam 3.820 litros e mais 81 kg de agrotóxicos com data de validade vencida em três fazendas de Cruz Alta, na região noroeste do Rio Grande do Sul. O flagrante aconteceu durante fiscalização realizada na semana passada dentro da Operação Ceres, que combate a circulação e o contrabando e uso de agrotóxicos irregulares.
O produto apreendido pelos agentes estava armazenado em aproximadamente mil embalagens. De acordo com o Ibama, os agrotóxicos vencidos devem ser obrigatoriamente devolvidos às indústrias fabricantes por colocarem em risco a saúde e o meio ambiente.
A manutenção, descarte e uso de agrotóxicos vencidos são considerados infrações e crimes ambientais. O descumprimento é passível de multa de até R$ 2 milhões, segundo o Decreto Federal 6.514/2008. As multas aplicadas pelo Ibama aos três proprietários rurais de Cruz Alta ultrapassaram R$ 500 mil.
Além disso, os responsáveis serão obrigados a arcar com a devolução aos fabricantes de todos os produtos apreendidos, o que deverá ser posteriormente comprovado ao Poder Público.
A Operação Ceres é deflagrada anualmente em todo o território nacional para combater o contrabando de agrotóxicos não autorizados que, conforme o Ibama, são introduzidos no Brasil, especialmente nas fronteiras com Uruguai e Paraguai. Sempre que necessário, a operação conta com o apoio das forças de segurança pública.

Fonte: Sul21

quarta-feira, 12 de abril de 2017

EL URUGUAY INVADIDO

Miles de turistas invaden el Uruguay

Por Esteban Eduardo Larregui

Por estos dìas, y tal cual se ha venido repitiendo desde hace largos meses, los uruguayos estamos "padeciendo" una verdadera invasiòn. Miles de turistas, provenientes de todas las partes del mundo, han ingresado a nuestro paìs. El año pasado fueron màs de tres millones. Los càlculos actuales indican que este año se superarà ese nùmero. Es como si a Brasil ingresaran doscientos millones de personas en un año; a Argentina, cuarenta y tantos...

Este dato, que a los bien intencionados nos tiene que llenar de orgullo, echa por tierra la permanente campaña que la oposiciòn, por todos los medios de que dispone (a cual de ellos màs poderoso) de que en Uruguay se vive en un clima de permanente inseguridad. Que los pobladores no tienen un minuto para estar tranquilos pues los asaltantes acechan a cada vuelta de esquina, en cualquier momento, sin importar la hora ni ubicaciòn geogràfica donde la gente viva...

Al ministro encargado del area, Eduardo Bonomi, los partidos opositores lo han interpelado hasta el cansancio para solicitarle explicaciones sobre hechos puntuales, relativos a la "violencia imperante". Hechos que, de acuerdo a informes de prensa internacionales, OCURREN A DIARIO EN TODAS PARTES DEL MUNDO.-

Sin ir màs lejos en el tiempo, ayer en una ciudad alemana se tuvo que suspender un partido de fùtbol puès el òmnibus de uno de los equipos fue atacado. Ahora, hoy, estoy mirando en el portal de yahoo que en una escuela de Estados Unidos un hombre asesinò a su esposa y a un alumno...

Como dije lìneas arriba, de hechos como èstos, y aùn peores, tenemos noticias a diario. Y en ninguno de los paises donde ocurren gobierna el FRENTE AMPLIO, con su "apocalìptico programa de caos, de irresponsabidad, de anarquìa" que la derecha le adjudica...

Esos miles, millones de turistas que anualmente nos visitan, son masoquistas? O quizàs esa "violencia" que reina en la sociedad sea un motivo de atracciòn turìstica????

Paralelo a ese ingreso masivo de visitantes, se ha producido un VERDADERO EXODO de millares de compatriotas hacia el exterior. Exodo NO PROVOCADO por persecuciones polìticas ni econòmicas al cual, en un NO MUY LEJANO PASADO tuvimos que acostumbrarnos, viendo con tristeza infinita como nuestros amigos, familiares, conocidos, hacìan sus valijas y partìan hacia el exterior, en busca de condiciones de vida dignas, que acà los gobiernos de turno (colorados, blancos y militares), no les proporcionaban...

Hoy, esos cientos de miles de uruguayos que han abarrotado los pasos de frontera; que han obligado a las empresas de transportes a multiplicar sus turnos hasta el infinito, salen a disfrutar de sus vacaciones pues el poder adquisitivo en sus trabajos ha mejorado a niveles NUNCA ANTES ALCANZADOS...

Y ni que hablar del turismo interno. Todos los lugares donde acampar se encuentran colapsados. Los hoteles en balnearios, totalmente llenos. Compatriotas que antes, no mucho antes, apenas si conocìan el barrio donde vivìan, hoy pueblan termas, parques, en fin, ESTAN DESCUBRIENDO SU PAIS, accediendo a lugares que otrora era disfrutados solamente por integrantes de las clases "privilegiadas", que  actuaban como dueños absolutos de esos paraisos, que la naturaleza nos ha regalado...

Somos hoy un PAIS DE PRIMERA. El mundo, todo el mundo lo està comprobando. Pese a todos los obstàculos, pese a todas las piedras en las ruedas que nos ponen, avanzamos y avanzamos.

Turistas del mundo entero, vengan tranquilos que acà los recibiremos de brazos abiertos, como lo estamos haciendo...

Y señores opositores, no les parece que la prèdica del descreimiento, de la imagen de violencia, de "dècada perdida", y tantas otras "pàlidas" que han sembrado a lo largo de estos años, ha caìdo en terreno àrido, en el cual jamàs van a fructificar????

terça-feira, 11 de abril de 2017

CARTA DE UM CIDADÃO JAGUARENSE À COMUNIDADE


A sujeira , o pasto e os buracos tomam conta das ruas

Olho o Facebook onde diz " No que você está pensando" e imediatamente me vem à cabeça os 100 dias da presente gestão do município, comandado pelo PMDB que governou por 12 longos anos antes de nosso governo iniciado em 2008.

Lembro à época, de cada ataque dos vereadores e partidos que hoje fazem parte da situação e, olhando o cenário atual da Cidade, não vejo um projeto ou ação que possa indicar o cumprimento das tantas promessas feitas ao povo de Jaguarão.

Então, que ações e projetos tínhamos nós há 8 anos, transcorridos os 100 primeiros dias?

Um Carnaval transformador, a conquista dos recursos para o restauro do Teatro Esperança, a organização do Setor da Economia Solidária, os primeiros passos para implantação de ESFs ( Estratégia de Saúde da Família) nos Postos de Saúde, que há anos era devido à população, reserva de recursos para cumprir com o pagamento dos 45 dias de férias aos professores, as articulações para incluir Jaguarão no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) , compromisso  assumido na eleição e que garantiu muitos recursos para Jaguarão e muitos postos de trabalho na Cidade, as providências para comprar logo em seguida o prédio da escola Padre Pagliani, além de garantir a manutenção de todos os serviços de primeira necessidade como limpeza, coleta de lixo e patrolamento de ruas, ademais de providenciar imediatamente a licitação de obra de pavimentação com recursos deixados pela administração anterior e que por ironia, eu mesmo quando vereador, tinha indicado para o Município (calçamento da Menna Barreto). 

Na área da saúde,  ainda nos 100 primeiros dias,  providenciamos um novo local para a Secretaria, saindo de um espaço desorganizado e insuficiente que levava a um atendimento desqualificado para um ambiente amplo e acolhedor a todos os usuários. O mesmo fizemos na área da Assistência Social com o Lar de Passagem, trazendo as crianças e funcionários para um local que lhes desse condições de morar num local digno, no centro da cidade.    

O que vemos nestes 100 dias ao contrário,  é um governo que, infelizmente, só faz o mais óbvio necessário, aquilo da mais absoluta rotina, graças ao fato de termos deixado bons recursos nas contas da Prefeitura.

A sujeira , o pasto e os buracos tomam conta das ruas e o funcionalismo vive de cabeça baixa diante de um governo autoritário e desrespeitoso.

As poucas obras que andam, muito devagar, por sinal, são projetos e recursos conquistados em NOSSO governo.

Lamentavelmente, a estratégia da atual gestão tem sido a de atacar nosso governo e equipe, tentando desconstituir o que conquistamos para nossa Cidade e sem mostrar qual é afinal o "seu" projeto de governo..


José Cláudio Martins
Professor, ex Prefeito de Jaguarão

quarta-feira, 5 de abril de 2017

El camino del bagayo


Historias y leyendas del contrabando de combustible en la frontera con Brasil



Sí, en la frontera se usa mucho combustible brasileño de contrabando, para la agricultura y para el transporte. Al menos eso es lo que dicen; yo no sé bien. Pero no vaya a creer que es changa: es tradición y es oportunidad. Tenemos 800 kilómetros de frontera con Brasil. ¿Con qué van a parar el bagayo?

Se usa combustible brasileño desde que tengo memoria, porque siempre fue más barato, igual que el supergás. Lo mismo pasa en la frontera con Argentina, pero de eso conozco menos.

El gasoil es más barato en Brasil porque paga menos impuestos, porque hay más competencia entre los diversos sellos, que incluso importaron el 12% del diésel que vendieron el año pasado, y por la escala de producción.

Los camioneros uruguayos compran en la frontera con ciudades dobles: Artigas-Quaraí, Rivera-Santana do Livramento, Río Branco-Jaguarão y Chuy-Chui; o en cualquier punto de la frontera seca. Es lo que dicen.

Ahora la nafta uruguaya de 95 octanos cuesta 45,90 pesos, más un pequeño descuento que se hace en la frontera por compra con tarjeta, mientras del otro lado está a 36 pesos. Y es más barata a medida que uno se adentra en el Brasil. La diferencia en el gasoil es todavía mayor. En Uruguay cuesta 41,80 pesos el litro contra 28 o 29 en Brasil. Y los grandes consumidores pagan solo 24 pesos.

Claro que hay que tener cuidado, porque en la frontera no hay surtidor que eche la cantidad que marca y muchas gasolinas están estiradas con alcohol. Eso es lo que dicen.

La edad de oro del contrabando

Ahora no es nada. Hace 25 o 30 años no había un solo litro de gasoil uruguayo en la frontera. En 1989 la inflación en Brasil era de más de 2.000% anual, y en 1993 llegó a 2.500%. La inflación licuaba los precios y uno se hacía una fiesta con los pesos uruguayos o con dólares. Después vino el Plan Real y entonces los precios comenzaron a equilibrarse.

En aquella época El Chocolate, El Corto o el Mangango pasaban camiones de gasoil por la aduana. Eso es lo que dicen; yo no sé. Pero sé que un tío mío que quedó sin trabajo acondicionó una vieja camioneta Willys, con tanques atrás, y también se dedicó a bagayear combustible por el Chuy. El productor uruguayo tenía cuenta en la estación brasileña, el bagayero cargaba a esa cuenta, pagaba coima en la Aduana, en ciertos turnos y a ciertas personas cuyo nombre no recuerdo, y entregaba el combustible en la chacra. En aquella época se pagaba un peso por litro: 2.000 litros de contrabando, 2.000 pesos de coima.
Por cada litro de gasoil uruguayo se usaban 10 litros de gasoil brasileño. Era contrabando de verdad. Hoy se hace, pero en mucho menor volumen.

En aquella época también se contrabandeaba a través de laguna Merín, cosa que no sé si ocurre hoy, al menos en la escala de aquel entonces. Los uruguayos compraban y los brasileños traían el combustible en barcazas de pesca, con motor diésel, desde Santa Vitoria do Palmar. A veces incluso, se había crecida, remontaban un tramo del arroyo San Miguel, en medio de bañados y arrozales. En un barco de pesca grande traían tranquilamente 20 o 25 tambores de 200 litros, un total de 4.000 o 5.000 litros. Ponían tablones entre la barcaza y la orilla y los bajaban rodando. Como andaban armados, incluso cazaban algún carpincho. Yo lo vi hace muchos años; ahora no sé.

Por cada litro de gasoil uruguayo se usaban 10 litros de gasoil brasilero. Era contrabando de verdad. Hoy se hace, pero en mucho menor volumen.

Una vez, allá por 1986 si mal no recuerdo, la Prefectura se llevó presos a los compradores uruguayos de gasoil, cerca del pueblo San Luis al Medio, pero no pudo agarrar a los brasileños. Los uruguayos eran todos integrantes de la cooperativa Carlin, del Chuy.
El Momosa tenía estación de servicio en Aceguá, del lado brasileño, y estación de servicio en Melo. Dicen que fue el contrabandista más grande de combustible que hubo en Uruguay. El camión salía de Brasil con matrícula brasileña y al llegar a Melo, al descargar, tenía matrícula uruguaya. Es lo que cuentan.

Ahora no es fácil para los grandes productores arroceros servirse del contrabando. La economía se ha ido formalizando mucho por el uso de computadoras y el cruce de datos. El que paga el Impuesto a las Rentas de las Actividades Económicas (IRAE), que es una tasa sobre la ganancia neta, necesita descontar gastos: precisa la boleta de combustible uruguayo. Además puede descontar algo del IVA sobre el combustible. Ese productor grande a lo sumo puede mechar algo de gasoil brasileño o usarlo sólo en sus vehículos personales. Pero el productor arrocero más chico y el transportista, que descuenta sólo unos siete puntos de IVA sobre el gasoil, tienen cuentas muy apretadas y menos formalización.

Hay mucha oferta. Buena parte de los camioneros son pequeños empresarios que manejan su propio vehículo. Los empresarios medianos manejan uno de sus camiones y tienen tres o cuatro más conducidos por empleados. Y también hay muchas grandes empresas, con decenas de camiones, en general más nuevos, y muchos empleados.

El antiguo camino de los "quileros"

Para un camionero chico o mediano, formalizado sólo a medias, el uso de gasoil de contrabando durante la zafra de arroz puede ser la diferencia entre sobrevivir o quebrar.

La forma más sencilla es echar gasoil en la frontera. Un camión carga 400 litros, casi 400 dólares, y se lleva algún tanque extra. El gasoil también se compra en Melo, a unos 30 pesos. Los cuatro o seis pesos de diferencia son para el que lo bagayea desde Aceguá, que dista 58 kilómetros. Son los antiguos "quileros", quienes ahora, en vez de cargar caña, yerba o rapadura a caballo, como cantaba Osiris Rodríguez Castillo, acarrean por viaje en moto hasta 400 litros de combustible o hasta 13 garrafas de supergás. Usan viejas motos Honda 125, en las que montan un soporte de madera y todo tipo de cargas. También hay personas que tienen empresas de motos y que las alquilan para bagayear. Ahí se reparten la ganancia.

Creo que usar gasoil brasileño es importante en plata para el transportista, y también sicológicamente. Es una tradición, como la fariña. Pero el costo más alto para una empresa de camiones son la amortización del vehículo, los salarios, los impuestos y la espera en los molinos de secado, cuya capacidad se desborda durante las zafras. Barco parado no gana flete. En general las empresas chicas o medianas no pagan a sus choferes los laudos que acordaron con el sindicato y el Ministerio de Trabajo y Seguridad Social. Todo el mundo sabe que el laudo es impagable.

Un chofer, en realidad, gana 20.000 pesos por mes, todo el año, más 8 o 10% de lo que facture el propietario del camión.

Los camiones más apreciados son los Scania o los Volvo, pero se han vendido muchos VW y camiones chinos por razones de precio. Los camiones que cargan 30 toneladas gastan mucho combustible. Rinden sólo 2,3 kilómetros por litro. Usar gasoil brasileño puede significarles 1.000 o 1.500 pesos de ganancia extra en un flete largo entre la chacra del productor de arroz y los molinos de secado en Rocha, Treinta y Tres, Cerro Largo, Tacuarembó, Artigas o Salto.

Aduaneros e inspectores

Muchos camioneros que trabajan durante la zafra del arroz ni siquiera tienen línea de crédito en las estaciones de servicio uruguayas. ¿Para qué? Sí tienen crédito con el posto brasileño o con un bagayero. Los inspectores de ANCAP raras veces aparecen en los arrozales a fiscalizar los combustibles. Pero cuando aparecen, como ocurrió la semana pasada durante el conflicto con los transportistas, esos camioneros les piden a los arroceros que les consigan combustible nacional, o que les garanticen el crédito. Otros camioneros simplemente desaparecen; el negocio ya no les sirve si deben comprar combustible uruguayo.

La semana pasada aparecieron inspectores de Aduanas y de ANCAP en los arrozales. Con sus pipetas buscaban gasoil brasilero, que tiene otro color, en los tanques de los camiones. Cobran 400 pesos de multa por cada litro de combustible de contrabando. Pero los camioneros eran advertidos por los vecinos y los productores. Se escondían en las chacras e incluso vaciaban los tanques en los caminos. Un desastre.

Es un viejo juego en los caminos de campaña. Allá por las décadas de 1950 y 1960 se vendía una "nafta agrícola", mucho más barata y de diferente color, cuyo uso estaba restringido a la maquinaria. Pero por supuesto que se utilizaba en toda tarea y en cualquier vehículo. Recuerdo a los inspectores de ANCAP, al acecho en los caminos, armados de una pera de goma y unas pipetas para examinar el combustible de los tanques de autos y camionetas. En Río Negro había un viejo que administraba una estancia y andaba en un Ford A modelo 1929, esos que tenían el tanque del combustible delante del parabrisas, con el tapón arriba. El viejo había hecho soldar un compartimento debajo del tapón, en el que ponía nafta legal para la pipeta de los inspectores, pero en el resto del tanque cargaba "nafta agrícola".

Claro que a los inspectores se les ablandaba el corazón si les regalaban una mulita o medio cordero. Eso pasaba antes; ahora no sé. Yo no lo vi, pero sentí clarito, como cantaba Alfredo Zitarrosa.

Fonte: elobservador

quinta-feira, 30 de março de 2017

"Pampa e Sertão em Cantoria" leva resistência às famílias acampadas no RS

O projeto começou a ser executado em janeiro deste ano no sertão brasileiro e
será encerrado ainda neste mês na região sudeste do país. | Foto: MST

Por Catiana Medeiros
Do MST
A resistência do povo Sem Terra na luta por reforma agrária também se faz com arte e cultura. Foi com este propósito e o intuito de fortalecer as famílias acampadas que o gaúcho Pedro Munhoz e o pernambucano Neudo Oliveira incluíram no roteiro de apresentações do projeto ‘Pampa e Sertão em Cantoria’ o Acampamento Unidos Pela Terra, localizado no município de Charqueadas, na região Metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
“Caminhamos na perspectiva de levar canção de resistência e reforçar a importância da junção entre Norte, Nordeste, Sul, Sudeste e Centro-Oeste, porque somos um povo só em qualquer região do Brasil – quem nos divide são as elites. A arte foi e sempre deve ser uma grande ferramenta de resistência popular, por isto deve estar em tudo e em todos os momentos”, explica Oliveira.
Os músicos se conheceram pessoalmente em uma oficina de arte em São Paulo e já fazem apresentações conjuntas desde o ano de 2015, quando percorreram Sergipe, Alagoas, Pernambuco e Paraíba para um total de 12 apresentações. Foi então que surgiu a iniciativa de desenvolver o projeto ‘Pampa e Sertão em Cantoria’.
“Ao juntar a sonoridade e as culturas do Nordeste e do Sul percebemos que as relações de exploração da terra, do trabalho e da sociedade são as mesmas em qualquer parte do país, independente da geografia, do clima e do relevo. Há 2 anos, quando entramos nos sertões e olhamos nos olhos das pessoas percebemos que isso tudo exigia muito mais de nós que simplesmente subir no palco, tocar música e ir embora. É preciso ter esse contato, estar presente nos acampamentos e onde mais tiver que estar. Foi assim nasceu o Pampa e Sertão em Cantoria”, acrescenta Munhoz.
O projeto começou a ser executado em janeiro deste ano no sertão brasileiro e será encerrado ainda este mês na região sudeste do país. Nestes quase três meses de trabalho, Munhoz e Oliveira estiveram em Sergipe, Alagoas, Bahia e Rio Grande do Sul, além da cidade de Río Branco no Uruguai. Ao todo, já foram realizadas mais de 40 apresentações em teatros, institutos federais e universidades, assentamentos, quilombos e comunidades ribeirinhas – a última será dia 31 de março na cidade de Bixiga, em São Paulo. No estado gaúcho, em espaços do MST, além do Acampamento Unidos pela Terra na última segunda-feira (27), os músicos estiveram no Instituto José Martí de Castro, na Serra gaúcha; e no Instituto Educar, na região Norte.
O método utilizado por Munhoz e Oliveira nas apresentações inclui música, poesia e muita interação com o público para refletir sobre o papel social da arte e da música. “A arte é fundamental para a construção de uma nova sociedade. Nós estamos aqui transformando e criando consciência nas pessoas, trazendo energia para mantê-las animadas nessa situação difícil de acampadas em que vivem. Esse nosso papel é difícil, mas não importa. O que importa é que estamos juntos, que muitos vieram antes de nós e muitos virão depois de nós para continuar esse trabalho”, aponta Munhoz.
Conforme os músicos, ainda este ano será organizada a memória das apresentações feitas no Brasil e no Uruguai, a fim de reestruturar o projeto para executá-lo novamente em 2018, chegando, inclusive, a um número maior de estados. “Entendemos que precisamos viajar para levar não somente a música, mas também oficinas e debates sobre as problemáticas e questões que envolvem as regiões. Queremos mostrar a realidade, propiciar este intercâmbio”, adiantam.
Projeto próprio
O projeto ‘Pampa e Sertão em Cantoria’ é bancado financeiramente pelos próprios músicos, que recebem apoio logístico de algumas pessoas e militantes de organizações populares como Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) MST e Levante Popular da Juventude. “Estamos nos garantindo, conseguindo fazer esse trabalho. Pouca gente faz isso hoje no país. Estamos saindo com passagem de ida, sem pensar na passagem de volta”, conta Munhoz.

Artistas populares e o MST
O MST, ao longo de seus 33 anos de história, sempre contou com o apoio de artistas populares, entre eles, o próprio Pedro Munhoz, autor de Canção da Terra, música bastante conhecida nacionalmente. Até hoje ele contribui com oficinas e ajuda a formar Sem Terra como amantes da música e da arte.

“Munhoz ajudou a construir internamente a cultura no MST e a travar o debate de que a música deve servir para além da animação, mas também para a formação da consciência, com letras que nos convidem a resistir e nos impulsionem a lutar. Assim, através da sua música, ele leva força ao povo em vários lugares do Brasil”, ressalta a coordenadora do Coletivo Estadual de Cultura, Luciana Frozi.
Ela complementa que o trabalho dos artistas populares também tem contribuído para o rompimento da negação histórica do acesso à arte ao povo camponês e se tornado ferramenta essencial para a resistência das famílias acampadas, que têm enfrentado nestes últimos anos a paralisia da reforma agrária e a retirada de direitos.
“A arte nos ajuda a continuar resistindo, sonhando e lutando. Ela tem o poder de igualar, desarmar e transformar as pessoas. A arte cumpre uma função social quando está ligada ao povo e a uma estratégia de luta. Se estiver desligada do povo, ela não forma consciência, não eleva o nível cultural e não mostra que é possível construirmos um mundo melhor. A música que a mídia mostra hoje é assim, não deixa o povo pensar e criar, somente a repetir. E os artistas populares vêm para combater isso, para mostrar que na revolução que queremos também tem música boa, que ajude a nos movimentar”, finaliza Luciana.

sábado, 25 de março de 2017

Coluna Gente Fronteiriça - Historias del Frente en Río Branco

1984 después de la gran creciente - "Solo se salvó el Frente"- Foto Alter Pereira

Por Lalo Larregui

En 1989, dejada atràs la dictadura, enfrentàbamos acà en Rìo Branco la primera campaña electoral con libertades absolutas.

Si bien cinco años antes, también la militancia frenteamplista había actuado con la euforia que significaba la legalidad recién recuperada, el hecho de tener a nuestra principal figura, el General Seregni inhabilitado de participar en la contienda electoral, al igual que muchísimos otros dirigentes de primera línea, había dejado un sabor amargo en muchos de los militantes, que habían esperado tantos años para volver a votar la alternativa del cambio.

1989 al contrario, era distinto. Pese a que a principios de ese año, la muerte se había llevado a dos íconos frentistas, como lo fueron Zitarrosa y Sendic, y a que en marzo el Partido por el Gobierno del Pueblo, sector mayoritario en 1984, había decidido escindirse del conglomerado, las expectativas eran otras. Seregni volvía a ser el candidato, formando fórmula con una figura hasta hacía poco desconocida, proveniente del medio académico, que en su corta trayectoria política nos había deslumbrado con su carisma: el contador Danilo Astori. Atendiendo a sus extraordinarias cualidades intelectuales y técnicas, a su contundente y convincente discurso, sabiamente la dirigencia resolvió que Danilo encabezara todas las listas al senado, para asegurar su presencia en la cámara alta parlamentaria.

Por otra parte, se percibía que lograr el gobierno de Montevideo estaba al alcance de la mano. Quien disputaría el mismo, frente a los múltiples candidatos colorados y blancos, eternos gobernantes de la intendencia capitalina, era un médico joven, hijo y nieto de obreros, nacido y formado en uno de los barrios más humildes, La Teja, y que desde muy temprana edad se había destacado en la zona por su lucha en favor de los más humildes: Tabaré Vázquez.

Si bien la derrota en el plebiscito contra la ley de caducidad, el dieciséis de abril, nos había golpeado fuerte, con vistas a las elecciones de noviembre nos dedicamos por entero a la militancia. Tal cual se había hecho en 1971 y 1984, en el único comité existente todos los sectores trabajamos en forma unitaria, sin puja interna, en un ambiente de sano y real compañerismo.

Fachada de la Capilla San Juan Bautista
Foto Alter Pereira
En la campaña del ochenta y cuatro, comenzada pocos meses después de la terrible inundación que asolò nuestra ciudad, vivimos momentos de inolvidable emoción. Y muchos pintorescos. A modo de ejemplo, las aguas desbordadas del Yaguaròn habían echado abajo la iglesia de la zona comercial, quedando en piè únicamente la fachada. Entre Alter Pereira, católico y militante incansable, y una monja que se habìa integrado al comité, idearon la frase “SOLO SE SALVÒ EL “FRENTE”, para pintarla en la fachada de la capilla. Lo hicimos al poco rato…

En ese marco, a principios de noviembre, cuando ya estábamos en la recta final, decidimos hacer el acto de cierre de campaña, un sábado a la tardecita. Desde Montevideo vinieron, para hacer uso de la palabra el diputado Juan Pedro Ciganda, del Partido Comunista, y Alba Clavijo, una histórica y combativa dirigente del Partido Socialista. También desde Melo vinieron múltiples personalidades, con el cometido de brindarnos apoyo.

Nuestro local, de escasos seis metros cuadrados, estaba ubicado a veinte metros de la calle principal, formando parte de una casa de inquilinato. Previendo que íbamos a tener una concurrencia numerosa, solicitamos el permiso correspondiente para llevar a cabo el comicio en la esquina, cortando el tránsito de la vía más transitada. Cuando estábamos en plena tarea del armado del estrado, vimos con alarma, que comenzaba a formarse una tormenta de proporciones.

Negros nubarrones fueron oscureciendo el cielo, a la vez que relámpagos y truenos anunciaban la inminencia del aguacero. Con muchos otros chaparrones encima, no nos amilanamos ante este que se veía venir. Por lo tanto, seguimos montando el escenario, tendiendo cables, colocando parlantes, luces, en fin, toda la preparación para tan magno acontecimiento.

En eso estábamos, cuando acertó a pasar por el lugar el caudillo local José Luis Rodríguez, ex diputado por el partido Nacional, íntimo amigo de Luis Alberto Lacalle, y en ese entonces con una enorme fuerza electoral en la localidad.

Al vernos e identificar a algunos conocidos, paró su auto, bajándose para saludar a quienes trabajábamos. Dado que su agrupación contaba con un amplio local, puso éste a las órdenes: “Miren, muchachos, el agua no demora. Si quieren hacer el acto en nuestro local, el mismo está a las órdenes. No tienen más que ir”. ¡Qué demostración de diplomacia! Realmente, digna de un aplauso....

Le agradecimos el ofrecimiento, como no podía ser de otra manera. Y seguimos con nuestra tarea, mientras arreciaban los truenos y relámpagos.

Hasta que, finalmente, cuando estuvo todo pronto y la concurrencia había llegado, comenzó la parte oratoria. No habían transcurrido cinco minutos, y el diluvio se desató.

Ahí dio comienzo otro episodio con características surrealistas. Resulta que nuestro arrendador del localcito, Gregorio Gramajo, ex maestro, hombre de una vida entera de lucha en el partido colorado, había abierto un comité de Pacheco Areco, en un gran salón que habitualmente funcionaba como restaurante, a la vuelta de donde estaba el nuestro. Al vernos desesperados, se dirigió a nosotros, y en una formidable demostración de caballerosidad, de buena vecindad, de tolerancia, nos invitó a continuar en su local partidario. Allí fuimos todos. Con nuestras banderas, con todos nuestros símbolos, nuestras consignas, cantos, eslóganes...nuestros “Che” Guevara. “Patria o muerte”... Y con los oradores.

Rodeados de fotos de Pacheco, de Pirán, de Batlle y Ordóñez, de Sanguinetti, de cartelería del partido que Fructuoso Rivera fundara y que en ese momento gobernaba, Ciganda, Alba Clavijo y los compañeros de Melo que hicieron uso de la palabra, no ahorraron críticas hacia ambos partidos tradicionales, y muy especialmente apuntaron sus municiones en dirección a varios de los personajes que, desde las fotografías, observaban impertérritos como eran atacados. Y como festejábamos esos ataques.

Así, mientras afuera el diluvio era bíblico, adentro, apretujados, sudorosos, enfervorizados, en ese clima de irrealidad, cerramos la campaña de ese inolvidable año electoral.

Si la actitud de José Luis Rodríguez era para aplaudir, la de Gramajo mereció un monumento.

Pocos días después, fueron las elecciones. Como estaba previsto, ganamos Montevideo por primera vez para la izquierda. En todo el país, el Frente Amplio volvió a ser la tercera fuerza. En Río Branco, repetimos el guarismo de doscientos y pocos votantes, igual que en las dos elecciones anteriores, manteniendo el promedio de siete u ocho votos por circuito.

Pasados quince años, nos sacude este presente. El médico tejano, convertido en líder nacional, ocupará el sillón presidencial con un respaldo popular pocas veces visto. Acá en Río Branco, en 1994, dejamos de ser doscientos para llegar a seiscientos. Y en 1999 saltamos a más de dos mil.

Actualmente, por más buena voluntad que tenga algún dirigente de los partidos tradicionales para darnos albergue en caso de temporal, no creo que disponga de un local cerrado donde entremos los cuatro mil y pico que en la noche del último domingo, izamos con orgullo, emocionados hasta las lágrimas, la bandera de Otorgués, dándole una calorosa bienvenida a este nuevo tiempo que ya comienza para nuestra patria...

Escrito en noviembre de 2004