Um espaço aberto para o leitor

terça-feira, 23 de maio de 2017

Sexta terá noite de Fados no Theatro Esperança



Passeio musical e poético pelas influências ibéricas na cultura brasileira e latino-americana, o cd Doze Cantos Ibéricos & Uma Canção Brasileira, une o grande cantor Marco Aurélio Vasconcellos, o poeta Martim César e o instrumentista Marcello Caminha. O trabalho será lançado no próximo dia 26 de maio, às 21h, no Theatro Esperança em Jaguarão, com ingressos a R$ 25,00 e antecipados a R$ 20,00.

Nossas avós foram índias ou negras, porém nossos avôs foram, em sua maioria, nos primeiros anos, portugueses ou espanhóis. Bascos, galegos, açorianos, castelhanos, todos oriundos da península ibérica. A influência desses povos em nossa cultura e em nossa música é o que será apresentada neste CD, que conta com Marco Aurelio Vasconcellos, voz; Marcello Caminha, arranjos e violoes; Marcello Caminha Filho, contrabaixo e percussão e Elias Barboza, bandolin.

Fados, músicas espanholas, cantigas açorianas, MPB, misturam-se nas 13 faixas dessa viagem poético-musical: “Sobre os telhados de Lisboa”; “Portugal tornou-se ilha”; “ Velhas casa de Coimba”; “Pedra do Porto”; “Onde o vento faz a curva”; “Pelos Caminhos do Norte”; “España, cuando te nombro”; “Antes de ser marinheiro”, “Céus de Casttillan y Léon”, “O medo de te amar”; “Navegando entre os faróis”; “Nove pedações de mundo” e “Notícias da terra brasilis”.

Sobre os artistas:

Marco Aurélio Vasconcellos - Como intérprete, Vasconcellos transita pelo nativismo, pela música popular gaúcha e brasileira e pela música hispano-americana, possuindo vasto repertório de tangos e boleros. Em 1972, participou da 1ª Vindima da Música Popular de Caxias do Sul, com a canção ACALANTO e recebeu de Luiz Coronel uma letra para musicar para a participar da II Califórnia da Canção de Uruguaiana. Era GAUDÊNCIO 7 LUAS, que obteve o 2º lugar naquele importante evento nativista, ampliando essa parceria com Luiz Coronel. Nas 4ª e 5ª edições da Califórnia da Canção, Marco Aurélio concorreu com diversas canções e CORDAS DE ESPINHO recebeu o 1º lugar na Linha de Manifestação Rio-grandense. Em 1985 recebeu o troféu de COMPOSITOR MAIS PREMIADO DA CALIFÓRNIA desde a sua criação em 1971. De lá para cá não parou mais. Teve três discos lançados com o grupo Os Posteiros e tem mais quatro discos solo gravados, INVERNANDO RECUERDOS; VELHAS ANDANÇAS; DA MESMA RAIZ e JÁ SE VIERAM, que deu origem à parceria com o poeta Martim Cesar.

Martim César – Autor de 6 livros de poesia e contos.Vencedor por duas vezes do prêmio Rua dos Cataventos da Sociedade Mario Quintana de Poesia; Vencedor de mais de 30 festivais de músicas do RS e de mais de 10 festivais nacionais. Possui algo em torno de 70 premiações paralelas, incluindo melhor poesia, melhor letra e melhor tema social em diversos festivais gaúchos e nacionais. Indicado ao prêmio Açorianos 2010, como melhor letrista do RS. Coautor de 10 trabalhos discográficos ‘Caminhos de Si’;Maria Conceição canta Martim César e Paulo Timm’;Canções de a(r)mar e desa(r)mar (MPB)’;Da mesma raiz’ (indicado ao açorianos de 2010) ‘Já se vieram’; ‘Memorial de Campo’; ‘Paisagem interior’, (com três indicações no Açorianos 2015), ‘Náufragos Urbanos’ (Indicado a melhor álbum de MPB do RS, pelo Açorianos 2015), os atuais ‘Caminhos de Si, o tempo’, ‘Canciones que nacen del camino’ e ‘Doze Cantos Ibéricos e uma canção brasileira’. Além de 2 livros em fase de publicação: Terra que sangras no rio (contos) e Cimarrones – Três séculos ‘gauchos’ (Poema épico).


Serviço:
Doze Cantos Ibéricos & Uma Canção Brasileira
Data: 26/05/2017
Horário: 21h
Local: Theatro Esperança - Jaguarão
Ingressos Antecipados - R$ 20,00 - Tabacaria Tulipa, Pane Mio, Boutique LG, Paula Ferraz Decorações e Eventos, Secult 



sábado, 20 de maio de 2017

EFEITOS NEFASTOS PARA A FRONTEIRA JAGUARÃO - RIO BRANCO


Por Jorge Passos

Além de originar esse verdadeiro caos institucional, o impedimento da Presidenta Dilma, capitaneado pelo gangster Cunha associado à quadrilha que assaltou o poder, também trouxe efeitos nefastos para a nossa fronteira.
Ameaçada de interdição para trânsito pesado por fissuras em sua estrutura, conforme noticias do jornal uruguaio "El País" desta semana, a Ponte Internacional Mauá, no governo legitimo da presidenta Dilma,estava com um projeto já em vias de execução para seu restauro, além da fase final do projeto da construção da nova ponte sobre o Jaguarão.
Tudo isso foi interrompido pelo boicote dos golpistas à economia que possibilitou a infâmia do vergonhoso impeachment de uma presidenta honesta.
A interdição da nossa ponte seria um verdadeiro desastre para o setor de transporte internacional que tanto gera emprego em nossa fronteira.
Cabe ás nossas lideranças políticas, sociais e empresariais, resolvido o impasse constitucional na república e a volta da normalidade democrática pela implementação de eleições diretas e gerais, a luta pela continuidade dos projetos da segunda ponte e do restauro da Mauá.



segunda-feira, 1 de maio de 2017

Os mártires do primeiro de Maio

Enforcamento de George Engel, Adolf Fischer, Albert Parsons e August Spies, em Chicago
Eles lutavam pela jornada de 8 horas de trabalho. 1887
No final do século XIX, nos Estados Unidos, anarquistas, sindicatos embrionários e jornalistas contra-hegemônicos lutaram pela jornada de 8 horas. Os líderes foram enforcados, mas a vitória repercute ainda hoje — e diz algo sobre as lutas futuras.

Por Altamiro Borges, em seu blog
Se acreditam que nos enforcando podem conter o movimento operário, esse movimento constante em que se agitam milhões de homens que vivem na miséria, os escravos do salário; se esperam salvar-se e acreditam que o conseguirão, enforquem-nos! Então estarão sobre um vulcão, e daqui e de lá, e de baixo e ao lado, de todas as partes surgirá a revolução. É um fogo subterrâneo que mina tudo”. (Augusto Spies, 31 anos, diretor do jornal “Diário dos Trabalhadores)

Se tenho que ser enforcado por professar minhas idéias, por meu amor à liberdade, à igualdade e à fraternidade, então nada tenho a objetar. Se a morte é a pena correspondente à nossa ardente paixão pela redenção da espécie humana, então digo bem alto: minha vida está à disposição. Se acreditam que com esse bárbaro veredito aniquilam nossas idéias, estão muito enganados, pois elas são imortais”. (Adolf Fischer, 30 anos, jornalista)

Em que consiste meu crime? Em ter trabalhado para a implantação de um sistema social no qual seja impossível o fato de que enquanto uns, os donos das máquinas, amontoam milhões, outros caem na degradação e na miséria. Assim como a água e o ar são para todos, também a terra e as invenções dos homens de ciência devem ser utilizadas em benefício de todos. Suas leis opõem-se às da natureza e utilizando-as vocês roubam às massas o direito à vida, à liberdade e ao bem-estar”. (George Engel, 50 anos, tipógrafo)

Vocês acreditam que quando nossos cadáveres tiverem sido jogados à fossa tudo terá acabado? Acreditam que a guerra social se acabará estrangulando-nos barbaramente. Pois estão muito enganados. Sobre este veredito cairá o do povo americano e do povo de todo o mundo, para demonstrar a injustiça de vocês e as injustiças sociais que nos levam ao cadafalso”. (Albert Parsons, quue havia lutado na guerra da secessão nos EUA)

As corajosas e veementes palavras destes quatro líderes do jovem movimento operário dos EUA foram proferidas em 20 de agosto de 1886, pouco após ouvirem a sentença do juiz condenando-os à morte. Elas estão na origem ao 1º de Maio, o Dia Internacional dos Trabalhadores. Na atual fase da luta de classes, em que muitos aderiram à ordem burguesa e perderam a perspectiva do socialismo, vale registrar este marco histórico e reverenciar a postura classista destes heróis do proletariado. A sua saga serve de referência aos que lutam pela superação da barbárie capitalista.

A origem do 1º de Maio está vinculada à luta pela redução da jornada de trabalho, bandeira que mantém sua atualidade estratégica. Em meados do século XIX, a jornada média nos EUA era de 15 horas diárias. Contra este abuso, a classe operária, que se robustecia com o acelerado avanço do capitalismo no país, passou a liderar vários protestos. Em 1827, os carpinteiros da Filadélfia realizaram a primeira greve com esta bandeira. Em 1832, ocorre um forte movimento em Boston que serviu de alerta à burguesia. Já em 1840, o governo aprova o primeiro projeto de redução da jornada para os funcionários públicos.

Greve geral pela redução da jornada

Esta vitória parcial impulsionou ainda mais esta luta. A partir de 1850, surgem as vibrantes Ligas das Oito Horas, comandando a campanha em todo o país e obtendo outras conquistas localizadas. Em 1884, a Federação dos Grêmios e Uniões Organizadas dos EUA e Canadá, futura Federação Americana do Trabalho (AFL), convoca uma greve nacional para exigir a redução para todos os assalariados, “sem distinção de sexo, ofício ou idade”’. A data escolhida foi 1º de Maio de 1886 – maio era o mês da maioria das renovações dos contratos coletivos de trabalho nos EUA.

A greve geral superou as expectativas, confirmando que esta bandeira já havia sido incorporada pelo proletariado. Segundo relato de Camilo Taufic, no livro Crônica do 1º de Maio, mais de 5 mil fábricas foram paralisadas e cerca de 340 mil operários saíram às ruas para exigir a redução. Muitas empresas, sentindo a força do movimento, cederam: 125 mil assalariados obtiveram este direito no mesmo dia 1º de Maio; no mês seguinte, outros 200 mil foram beneficiados; e antes do final do ano, cerca de 1 milhão de trabalhadores já gozavam do direito às oito horas.

Chumbo contra os grevistas”, prega a imprensa

Mas a batalha não foi fácil. Em muitas locais, a burguesia formou milícias armadas, compostas por marginais e ex-presidiários. O bando dos “’Irmãos Pinkerton” ficou famoso pelos métodos truculentos utilizados contra os grevistas. O governo federal acionou o Exército para reprimir os operários. Já a imprensa burguesa atiçou o confronto. Num editorial, o jornal Chicago Tribune esbravejou: “O chumbo é a melhor alimentação para os grevistas. A prisão e o trabalho forçado são a única solução possível para a questão social. É de se esperar que o seu uso se estenda”.

A polarização social atingiu seu ápice em Chicago, um dos pólos industriais mais dinâmicos do nascente capitalismo nos EUA. A greve, iniciada em 1º de Maio, conseguiu a adesão da quase totalidade das fábricas. Diante da intransigência patronal, ela prosseguiu nos dias seguintes. Em 4 de maio, durante um protesto dos grevistas na Praça Haymarket, uma bomba explodiu e matou um policial. O conflito explodiu. No total, 38 operários foram mortos e 115 ficaram feridos.

Os oito mártires de Chicago

Apesar da origem da bomba nunca ter sido esclarecida, o governo decretou estado de sítio em Chicago, fixando toque de recolher e ocupando militarmente os bairros operários; os sindicatos foram fechados e mais de trezentos líderes grevistas foram presos e torturados nos interrogatórios. Como desdobramento desta onda de terror, oito líderes do movimento — o jornalista Auguste Spies, do Diário dos Trabalhadores, e os sindicalistas Adolf Fisher, George Engel, Albert Parsons, Louis Lingg, Samuel Fielden, Michael Schwab e Oscar Neebe — foram detidos e levados a julgamento. Eles entrariam para a história como “Os Oito Mártires de Chicago”.

O julgamento foi uma das maiores farsas judiciais da história dos EUA. O seu único objetivo foi condenar o movimento grevista e as lideranças anarquistas, que dirigiram o protesto. Nada se comprovou sobre os responsáveis pela bomba ou pela morte do policial. O juiz Joseph Gary, nomeado para conduzir o Tribunal Especial, fez questão de explicitar sua tese de que a bomba fazia parte de um complô mundial contra os EUA. Iniciado em 17 de maio, o tribunal teve os 12 jurados selecionados a dedo entre os 981 candidatos; as testemunhas foram criteriosamente escolhidas. Três líderes grevistas foram comprados pelo governo, conforme comprovou posteriormente a irmã de um deles (Waller).

A maior farsa judicial dos EUA

Em 20 de agosto, com o tribunal lotado, foi lido o veredicto: Spies, Fisher, Engel, Parsons, Lingg, Fielden e Schwab foram condenados à morte; Neebe pegou 15 anos de prisão. Pouco depois, em função da onda de protestos, Lingg, Fielden e Schwab tiveram suas penas reduzidas para prisão perpétua. Em 11 de novembro de 1887, na cadeia de Chicago, Spies, Fisher, Engel e Parsons foram enforcados. Um dia antes, Lingg morreu na cela em circunstâncias misteriosas; a polícia alegou “suicídio”. No mesmo dia, os cinco “’Mártires de Chicago” foram enterrados num cortejo que reuniu mais de 25 mil operários. Durante várias semanas, as casas proletárias da região exibiram flores vermelhas em sinal de luto e protesto.

Seis anos depois, o próprio governador de Illinois, John Altgeld, mandou reabrir o processo. O novo juiz concluiu que os enforcados não tinham cometido qualquer crime, “tinham sido vitimas inocentes de um erro judicial”. Fielden, Schwab e Neebe foram imediatamente soltos. A morte destes líderes operários não tinha sido em vão. Em 1º de Maio de 1890, o Congresso dos EUA regulamentou a jornada de oito horas diárias. Em homenagem aos seus heróis, em dezembro do mesmo ano, a AFL transformou o 1º de Maio em dia nacional de luta. Posteriormente, a central sindical, totalmente corrompida e apelegada, apagaria a data do seu calendário.

Em 1891, a Segunda Internacional dos Trabalhadores, que havia sido fundada dois anos antes e reunia organizações operárias e socialistas do mundo todo, decidiu em seu congresso de Bruxelas que “no dia 1º de Maio haverá demonstração única para os trabalhadores de todos os países, com caráter de afirmação de luta de classes e de reivindicação das oito horas de trabalho”. A partir do congresso, que teve a presença de 367 delegados de mais de 20 países, o Dia Internacional dos Trabalhadores passou a ser a principal referência no calendário de todos os que lutam contra a exploração capitalista.

Filme "Os Companheiros" de Mário Monicelli com Marcello Mastroiani, que mostra a luta pela redução da jornada de trabalho em uma fábrica de tecelagem em Turim, Itália, 1900.  
            

domingo, 30 de abril de 2017

Consultório Sentimental - Dicas para agradar a sua mulher

– Mestre, meu nome é Tertuliano e sou casado com a Gladis Dolores. Estamos juntos há 15 anos e nunca olhei para outra.
– Mesmo assim, meu casamento vai cada vez pior. A última vez que fizemos sexo foi depois daquele jogo em que a Alemanha goleou o Brasil na Copa do Mundo.
– Tertuliano, teu problema é o excesso de fidelidade.

– A Gladis Dolores deve pensar que “ninguém quer esse traste e sobrou pra mim”.
– Tens que fazer com que ela pense que o mulherio anda enlouquecidamente atrás de ti. Não precisas arrumar nenhuma amante que isso só dá trabalho. Já te incomodas com apenas uma mulher, imagina duas.
Vou ensinar pequenos truques que vão fazer com que a tua mulher se apaixone novamente por ti.

– Quando a Vivo ligar oferecendo aquele maravilhoso plano do G7, não desligue na hora, vá respondendo com interjeições e murmúrios – sim…não.. hum…pode ser –
Quando tua mulher perguntar quem era, diz que era a Vivo
Ela não vai acreditar.

Quando tiver vendo o horóscopo no computador e perceber que ela vem chegando por trás, desligue rapidamente.
– O que estás vendo?
– Horóscopo
Ela não vai acreditar e isso é muito bom.

No sábado, antes de ir participar da pelada com os amigos, tome banho, escove os dentes, use desodorante e ponha perfume. Explique que o pessoal estava reclamando do bodum no vestiário e não queres que pensem que a culpa é tua.
Ela não vai acreditar, mas não importa, porque sentindo que está ameaçada de perder o que imaginava ser sua propriedade exclusiva, ela vai tentar te reconquistar de qualquer jeito. Ela está a um passo de cair de paixão por ti.

– É a hora, então, de impores tuas condições.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

MATARAM A NORMA!


Por Maria do Carmo Passos

Roque Santeiro foi a última novela que tive a oportunidade de assistir. Passou na TV Globo e achei fantástica. Na época, meus três filhos eram menores de idade e achei inadequado ficar assistindo novelas no horário das 20 horas. Esbocei, apoiada por meu esposo, um regulamento que passou a vigorar na casa. Juntamente com as crianças o televisor deveria ser desligado a partir das 20 horas. Todos concordaram, iriam acordar mais cedo no outro dia, descansados e como resultado renderiam mais na sala de aula. Eu, estava incluída nas regras, já que exercia o cargo de professora. 

Mas com o passar dos anos perdi o costume de assistir televisão à noite e muito menos novelas. 

Como resultado,  comecei a sentir-me deslocada em vários ambientes em que frequentava, desconhecia os personagens e tramas das novelas, assunto predileto nas rodas sociais, inclusive no horário de recreio dos professores, pois o assunto recorrente era a novela que estava sendo exibida em determinado canal. 

Entretanto, mesmo correndo o risco de me tornar fora de moda mantive minha decisão de permanecer sem as novidades da temporada, lançamento típico das novelas.

Meus filhos tornaram-se adultos, partiram e eu optei por assistir filmes, séries, documentários e tocar piano. Criei um mundo exclusivamente meu, no qual eu me bastava.

Certo dia, fui obrigada a cair na real. Minha residência estava passando por reformas e passei a dormir num quarto encostado à janela que dava para a rua. Acordei com a conversa dos funcionários que chegaram às 7 horas da matina. Comecei a ouvir do pessoal o assunto e resisti a acreditar na história que contavam entre eles. Falavam que Jaguarão não era mais uma cidade pacata e nem segura para se viver. Relatavam os fatos com precisão.  Entre eles assalto em joalheria, supermercados e rodoviária. 

Foi nesse exato momento que um deles disse: "mataram a Norma". Nesse instante ao ouvir a sentença, fiquei aterrada, acordei de verdade, corri por toda a casa e fui parar na cozinha, onde senti muita tristeza e vontade de chorar, pois nutro um grande carinho e admiração pela Norma. 

Estando eu nesse abalo,  bateu à porta um dos pedreiros. Viu a minha tristeza e ficou consternado. Foi então que perguntei:  João, assassinaram a Norma? Por isso estou triste. Sim mataram, mas foi ontem à noite a senhora não viu??? Respondi não,  nem sequer sai de casa. Foi quando, para meu alívio ele respondeu: foi a Norma da novela e ela merecia, a senhora não acha?

Recuperei o fôlego e respondi: graças a Deus não é a minha querida amiga Norma!

Hoje, agradeço ter vivenciado essa história e serviu para reafirmar minha convicção de que 
a mídia exerce com maestria o papel da manipulação.

Ibama e PF apreendem 3,8 mil litros de agrotóxicos em fazendas no RS

Foto: Divulgação Ibama

Daniel Isaia
Agentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Polícia Federal (PF) apreenderam 3.820 litros e mais 81 kg de agrotóxicos com data de validade vencida em três fazendas de Cruz Alta, na região noroeste do Rio Grande do Sul. O flagrante aconteceu durante fiscalização realizada na semana passada dentro da Operação Ceres, que combate a circulação e o contrabando e uso de agrotóxicos irregulares.
O produto apreendido pelos agentes estava armazenado em aproximadamente mil embalagens. De acordo com o Ibama, os agrotóxicos vencidos devem ser obrigatoriamente devolvidos às indústrias fabricantes por colocarem em risco a saúde e o meio ambiente.
A manutenção, descarte e uso de agrotóxicos vencidos são considerados infrações e crimes ambientais. O descumprimento é passível de multa de até R$ 2 milhões, segundo o Decreto Federal 6.514/2008. As multas aplicadas pelo Ibama aos três proprietários rurais de Cruz Alta ultrapassaram R$ 500 mil.
Além disso, os responsáveis serão obrigados a arcar com a devolução aos fabricantes de todos os produtos apreendidos, o que deverá ser posteriormente comprovado ao Poder Público.
A Operação Ceres é deflagrada anualmente em todo o território nacional para combater o contrabando de agrotóxicos não autorizados que, conforme o Ibama, são introduzidos no Brasil, especialmente nas fronteiras com Uruguai e Paraguai. Sempre que necessário, a operação conta com o apoio das forças de segurança pública.

Fonte: Sul21

quarta-feira, 12 de abril de 2017

EL URUGUAY INVADIDO

Miles de turistas invaden el Uruguay

Por Esteban Eduardo Larregui

Por estos dìas, y tal cual se ha venido repitiendo desde hace largos meses, los uruguayos estamos "padeciendo" una verdadera invasiòn. Miles de turistas, provenientes de todas las partes del mundo, han ingresado a nuestro paìs. El año pasado fueron màs de tres millones. Los càlculos actuales indican que este año se superarà ese nùmero. Es como si a Brasil ingresaran doscientos millones de personas en un año; a Argentina, cuarenta y tantos...

Este dato, que a los bien intencionados nos tiene que llenar de orgullo, echa por tierra la permanente campaña que la oposiciòn, por todos los medios de que dispone (a cual de ellos màs poderoso) de que en Uruguay se vive en un clima de permanente inseguridad. Que los pobladores no tienen un minuto para estar tranquilos pues los asaltantes acechan a cada vuelta de esquina, en cualquier momento, sin importar la hora ni ubicaciòn geogràfica donde la gente viva...

Al ministro encargado del area, Eduardo Bonomi, los partidos opositores lo han interpelado hasta el cansancio para solicitarle explicaciones sobre hechos puntuales, relativos a la "violencia imperante". Hechos que, de acuerdo a informes de prensa internacionales, OCURREN A DIARIO EN TODAS PARTES DEL MUNDO.-

Sin ir màs lejos en el tiempo, ayer en una ciudad alemana se tuvo que suspender un partido de fùtbol puès el òmnibus de uno de los equipos fue atacado. Ahora, hoy, estoy mirando en el portal de yahoo que en una escuela de Estados Unidos un hombre asesinò a su esposa y a un alumno...

Como dije lìneas arriba, de hechos como èstos, y aùn peores, tenemos noticias a diario. Y en ninguno de los paises donde ocurren gobierna el FRENTE AMPLIO, con su "apocalìptico programa de caos, de irresponsabidad, de anarquìa" que la derecha le adjudica...

Esos miles, millones de turistas que anualmente nos visitan, son masoquistas? O quizàs esa "violencia" que reina en la sociedad sea un motivo de atracciòn turìstica????

Paralelo a ese ingreso masivo de visitantes, se ha producido un VERDADERO EXODO de millares de compatriotas hacia el exterior. Exodo NO PROVOCADO por persecuciones polìticas ni econòmicas al cual, en un NO MUY LEJANO PASADO tuvimos que acostumbrarnos, viendo con tristeza infinita como nuestros amigos, familiares, conocidos, hacìan sus valijas y partìan hacia el exterior, en busca de condiciones de vida dignas, que acà los gobiernos de turno (colorados, blancos y militares), no les proporcionaban...

Hoy, esos cientos de miles de uruguayos que han abarrotado los pasos de frontera; que han obligado a las empresas de transportes a multiplicar sus turnos hasta el infinito, salen a disfrutar de sus vacaciones pues el poder adquisitivo en sus trabajos ha mejorado a niveles NUNCA ANTES ALCANZADOS...

Y ni que hablar del turismo interno. Todos los lugares donde acampar se encuentran colapsados. Los hoteles en balnearios, totalmente llenos. Compatriotas que antes, no mucho antes, apenas si conocìan el barrio donde vivìan, hoy pueblan termas, parques, en fin, ESTAN DESCUBRIENDO SU PAIS, accediendo a lugares que otrora era disfrutados solamente por integrantes de las clases "privilegiadas", que  actuaban como dueños absolutos de esos paraisos, que la naturaleza nos ha regalado...

Somos hoy un PAIS DE PRIMERA. El mundo, todo el mundo lo està comprobando. Pese a todos los obstàculos, pese a todas las piedras en las ruedas que nos ponen, avanzamos y avanzamos.

Turistas del mundo entero, vengan tranquilos que acà los recibiremos de brazos abiertos, como lo estamos haciendo...

Y señores opositores, no les parece que la prèdica del descreimiento, de la imagen de violencia, de "dècada perdida", y tantas otras "pàlidas" que han sembrado a lo largo de estos años, ha caìdo en terreno àrido, en el cual jamàs van a fructificar????