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segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Zebeto Correia e Martim César vencem Festival na Bahia




A canção "Brasil dos Invisíveis", dos compositores Zebeto Correia (musica) e Martim César (letra), e interpretada por Fabiana Santiago, foi a vencedora do Festival Edésio Santos da Canção 2017, que teve a final realizada no último sábado (2), em Juazeiro, norte da Bahia.

No total, 24 canções inéditas foram apresentadas no evento deste ano, sendo que 12 chegaram à final. A edição 2017 do festival homenageia os 80 anos do juazeirense Luiz Galvão, poeta, compositor e integrante dos Novos Baianos. O troféu do vencedor do concurso levou o nome do artista.

A música "Cada Um", de Manuca Almeida e Alexandre Leão, ficou com o segundo lugar, e Andressa Santos, que emprestou a voz à canção, levou o prêmio de melhor intérprete. "Quintal", de Moésio Belfort, Carlos Hiury e Eneida Trindade, ficou com o terceiro lugar.

Já o prêmio de melhor música local ficou para "Perfume do Passado", de João Gilberto e Mariano Carvalho, interpretada por Dom Pilé; enquanto o júri popular escolheu a música "Juazeiranidade", de Fatel.

BRASIL DOS INVISÍVEIS  


Há um caminho estreito que se perde no horizonte
Por onde passam tantos que se vão país a dentro
Entre campos e cerrados, por banhados, selvas, montes
E eu também cruzo por eles no olhar dos sentimentos

Vou deixando atrás aldeias, com seus pátios, suas quintas
Em sertões muito distantes dessa pressa das cidades
Onde mesmo o próprio tempo tem mais tempo para a vida
E parece andar tão lento que nem se vê sua passagem

Há um caboclo que se estira numa rede em Altamira
Há um caipira que proseia numa venda em Cambuquira
Há um mambira que não sabe como é que a Terra gira
E um mambembe que encena em plena praça uma mentira

Há um povo de verdade... e que nas telas não se vê!
E que luta dia-a-dia... igual a mim e a você
Uma gente que resiste e que no futuro ainda crê
O Brasil dos invisíveis... o que não passa na Tevê.

Há vilarejos nos fundões com suas ruas empoeiradas
E povoados ribeirinhos com suas barcaças coloridas
De casas velhas resistindo com paredes descascadas
De ranchos toscos, palafitas, abrigando tantas vidas

Continente dos que vivem mais além dos refletores
Nas batalhas invisíveis de mil carências rotineiras
Homens simples resistindo, vida a fora... lutadores
Que jamais negam a mão para uma ajuda verdadeira!



No vídeo acima, entrevista com Fabiana Santiago que interpretou a música vencedora

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Sessão de autógrafos: Lau Siqueira lança nova coletânea de poemas em Jaguarão

Lançamento acontece neste sábado, no Círculo Operário de Jaguarão

A  passagem do tempo, a incompletude humana, a memória, a sensualidade, o fazer poético e as contradições da vida contemporânea. Estes são alguns dos temas aos quais Lau Siqueira se dedica em sua nova coletânea de poemas, intitulada “a memória é uma espécie de cravo ferrando a estranheza das coisas” (Casa Verde/Série Cidade Poema, 2017). O autor, natural de Jaguarão (RS) e residente na Paraíba desde 1985, retorna a sua cidade natal e autografa no dia 16 de dezembro, sábado, às 21h, no Círculo Operário de Jaguarão (Rua Mal. Deodoro, 377 - Jaguarão/RS). A obra estará à venda no local por R$ 32,00 (R$ 30,00 para pagamentos em dinheiro).


Com uma visão delicada sobre as “inutilidades necessárias”, o autor constrói uma poética firme, calorosa e úmida que passeia por silêncios e brevidades. O poeta desenha sobre o corpo (seios, salivas, bocas, braços, ombros) as possibilidades infinitas de sua poesia. Autor experiente, Lau Siqueira defende que “mais um livro de poemas, neste momento, significa investir na perenidade das incertezas”, conforme escreve na dedicatória da obra. Este é seu terceiro livro de poemas pela editora porto-alegrense.
Sobre o autor
Lau Siqueira nasceu em 1957, em Jaguarão (RS), e reside há trinta anos em João Pessoa (PB). Seu primeiro livro foi “O comício das veias” (1993), seguido por “O guardador de sorrisos” (1998), “Sem meias palavras” (2002), “Texto sentido” (2007). “Poesia sem pele” (2011) marca o início da parceria com a editora porto-alegrense Casa Verde, que prossegue com “Livro arbítrio” (2015) e este “a memória é uma espécie de cravo ferrando a estranheza das coisas”. Participou de antologias como “Na virada do século – poesia de invenção no Brasil” (2002, organização de Frederico Barbosa e Cláudio Daniel), “Moradas de Orfeu” (2011, organização de Marco Vasquez), “Bicho de siete cabezas” (2013, Argentina, organização de Martin Palacio Gamboa), “A arqueologia da palavra e a anatomia da língua” (2012, Moçambique, organização de Amosse Mucavele) e “Poemas que escolhi para crianças” (2013, organização de Ruth Rocha). Atualmente, é Secretário de Estado da Cultura da Paraíba.
Serviço
Sessão de autógrafos de  “a memória é uma espécie de cravo ferrando a estranheza das coisas”, de Lau Siqueira
Quando: 16 de dezembro, sábado, às 21h
Onde: Círculo Operário de Jaguarão (Rua Mal. Deodoro, 377 - Jaguarão/RS)

Saiba mais!
“a memória é uma espécie de cravo ferrando a estranheza das coisas”
Autor: Lau Siqueira
Gênero: Poesia
Páginas: 88 p.
Formato: 12cm X 18cm
ISBN: 978-85-9906-33-30
Projeto gráfico: Roberto Schmitt-Prym
Desenho da capa: Bianca Santini, grafite sobre papel, 40x59 cm, 2015
Revisão: Press Revisão
Coordenação editorial: Laís Chaffe
Editora: Casa Verde
Preço de capa: R$ 32,00
Pré-venda pelo e-mail casaverde@casaverde.art.br