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segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Jaguarão recebe a I Mostra de Cultura Popular Afro-Gaúcha


Contemplado com o Edital Pró-cultura FAC Regional e com financiamento da Secretaria de Estado da Cultura, Turismo, Esporte e Lazer, a mostra irá homenagear as manifestações da cultura negra e das tradições populares, com atividades gratuitas de dança, música,  artes visuais, audiovisual, literatura, culinária, moda, costumes e saberes

Entre os dias 14 e 17 de setembro, Jaguarão irá receber a I Mostra de Cultura Popular Afro-Gaúcha, que realizará uma intensa programação cultural gratuita e aberta ao público, com o objetivo de resgatar a ancestralidade e valorizar a identidade e cultura negra no Rio Grande do Sul.

Serão diversas atividades artísticas e formativas, como espetáculos de dança e músicaexposições e intervenções de artes visuais, exibição de produções audiovisuais e realização de oficinas de moda, costumes, gastronomia e debates sobre tradições e saberes. A programação ocorrerá em escolas públicas municipaisQuilombo MadeiraBiblioteca PúblicaTheatro EsperançaClube Negro 24 de Agosto e Antigo Centro de Economia Informal.

O projeto com realização da Imago Produtora, Instituto Sócio Cultural Afro-Sul Odomode e Patuá Comunicação Solidária foi contemplado com o Edital Pró-cultura FAC Regional, com financiamento da Secretaria de Estado da Cultura, Turismo, Esporte e Lazer. Em Jaguarão, o projeto conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Jaguarão e  Hotel Artisan.

A Mostra será ponto de encontro das expressões da cultura negra gaúcha, lançado um olhar sobre parte da imensa produção cultural do negro no Rio Grande do Sul. “Queremos referenciar, estimular e divulgar a produção material e imaterial da cultura popular afro-gaúcha, bem como apoiar o seu desenvolvimento, fomentando o incremento e o fortalecimento do ensino e da pesquisa na área da cultura popular”, explica a coordenadora da mostra Luana Gonzalez Khodjaoghlanian, da Imago Produtora, uma dos realizadoras do evento. O evento reunirá alunos da rede municipal, comunidade quilombola e demais interessados.

A programação envolve 18 grupos, artistas, pesquisadores e produtos culturais vindos de quatro municípios gaúchos. São eles: Afro-sul Odomodê; Alabê Oni; “Braziliano”; Carlos Alberto de Oliveira “Carlão”(in memoriam); Contramestre Guto e Africanamente Escola de Capoeira Angola; Eduardo Tamborero; Eduardo Tavares; Iosvaldyr Carvalho Bittencourt Junior; Luís Flávio “Trampo”; Maracatu Truvão; Maria Iara Deodoro; Marietti Fialho; Marina Rodrigues; Merli Leal Silva; Paulo Romeu Deodoro; Raquel da Silva; Richard Serraria; Restinga Crew; e Três Marias. 

Além de Jaguarão a Mostra também será realizada em Pelotas, entre os dias 16 e 19 de novembro. As duas cidades foram escolhidas em função de sua importância histórica para a resistência da comunidade negra.


I MOSTRA DE CULTURA POPULAR AFRO-GAÚCHA
PROGRAMAÇÃO - JAGUARÃO

///QUINTA-FEIRA (14/9)\\\


9h: Abertura da exposição de artes visuais
Local: Sagão do Theatro Esperança
Obras de Carlos Alberto de Oliveira “Carlão” e Raquel da Silva (Novo Hamburgo)
*Aberta a visitação pública até o dia 17/9, nos horários de funcionamento do Theatro Esperança.

9h: Oficina de Bonecas Abayomi
Com Mara Lenise Chagas da Silva (Porto Alegre)
Público: alunos da Rede Municial de Ensino
Local: EMEF Marcílio Dias

9h: Oficina de Percussão
Com Paulo Romeu Deodoro (Porto Alegre)
Público: alunos da Rede Municial de Ensino
Local: EMEF Ceni Soares Dias

9h: Oficina de Turbantes
Com Marina Rodrigues (Porto Alegre)
Público: alunos da Rede Municial de Ensino
Local: EMEF Dr. Fernando Corrêa Ribas

9h: Oficina Educomunicação Popular
Com Dora Bragança Castagnino (Porto Alegre) e Merli Leal Silva (São Borja)
Público: alunos da Rede Municial de Ensino
Local: EMEF Antonio de Sampaio


14h: Saberes Itinerantes no Qulombo Madeira
Oficina de Comunicação Popular, Roda de Conversas e Percussão: Ancestralidade, reconhecimento e transmissão de saberes; obras de Raquel da Silva.
Com Maria Iara Deodoro e Paulo Romeu Deodoro, Merli Leal Silva e Dora Bragança Castagnino
Público: Moradores do Quilombo Madeira
Local: Quilombo Madeira

19h30: Mostra Audiovisual Comentada
Exibição dos documentários Melanina e Memórias Expostas e debate com mediação da Educadora Merli Leal Silva e do cineasta Alexandre Derlam dos Santos.
Público: aberto á comunidade
Local: Biblioteca Pública de Jaguarão

///SEXTA-FEIRA (15/9)\\\
9h: Oficina de Bonecas Abayomi
Com Mara Lenise Chagas da Silva (Porto Alegre)
Público: alunos da Rede Municial de Ensino
Local: EMEF Marcílio Dias

9h: Oficina de Percussão
Com Paulo Romeu Deodoro (Porto Alegre)
Público: alunos da Rede Municial de Ensino
Local: EMEF Ceni Soares Dias

9h: Oficina de Turbantes
Com Marina Rodrigues (Porto Alegre)
Público: alunos da Rede Municial de Ensino
Local: EMEF Dr. Fernando Corrêa Ribas

9h: Oficina Educomunicação Popular
Com Dora Bragança Castagnino (Porto Alegre) e Merli Leal Silva (São Borja)
Público: alunos da Rede Municial de Ensino
Local: EMEF Antonio de Sampaio

15h: Sarau Literário
Com Richard Serraria (Porto Alegre)
Público: Aberto à comunidade
Local: Biblioteca Pública de Jaguarão

17h: Sarauzinho para Crianças / Histórias de Orixás
Com Merli Leal Silva
Público: Aberto à comunidade
Local: Biblioteca Pública de Jaguarão

19h: Apresentações Musicais Alabê Oni e Três Marias (Porto Alegre)
Público: Aberto à comunidade
Local: Theatro Esperança

///SÁBADO (16/9)\\\

9h: Palestra sobre Ações Afirmativas
Com Merli Silva
Público: Professores da rede Pública de Ensino e demais interessados
Local: Auditório da Biblioteca Pública de Jaguarão

10h: Abertura da Exposição fotográfica de Eduardo Tavares “Invisível Gaúcho Negro”
Com Eduardo Tavares (Porto Alegre)
*Aberta a visitação pública até o dia 17/9, nos horários de funcionamento do Theatro Esperança.
Local: Saguão do Theatro Esperança

10h: Palestra e Almoço Culinária Afro-Brasileira
Com Maria Iara Deodoro (Porto Alegre)
Público: vagas limitadas, mediante a retirada prévia de senhas no local, a partir do dia 15/9
Local: Clube Social Negro 24 de Agosto

14h: Palestra Turbante, Cabelo e Maquiagem
Com Marina Rodrigues (Porto Alegre)
Público: aberto à comunidade
Local: Clube Social Negro 24 de Agosto

15h30: Desfile Moda Afro – AfroSul Odomodê
Local: Clube Social Negro 24 de Agosto

17h: Debate “A Cultura, as manifestações e a produção cultural do negro no RS – Contexto Histórico e Atualidade”
Com Iosvaldyr Carvalho Bittencourt Junior, Merli Leal Silva, Eduardo Tavares e Giane Vargas Escobar.
Público: aberto à comunidade
Local: Clube Social Negro 24 de Agosto

17h: Workshop de Danças de Rua
Com Restinga Crew
Público: aberto à comunidade
Local: Theatro esperança

18h30: Apresentações de danças de rua
Com Restinga Crew
Público: aberto à comunidade
Local: Theatro esperança

20h: Apresentação Musical: Margaretti Fialho e Companhia Luxuosa
Público: aberto à comunidade
Local: Theatro esperança

///DOMINGO (17/9)\\\
Das 9h às 16h: Intervenção artística com grafitti
Contribuição permanente da Mostra para Jaguarão com Braziliano (Santa Maria) e Trampo (Porto Alegre)
Público: Aberto à comunidade
Local: Antigo Centro de Economia Informal
10h: Aulão de danças Afro-brasileiras
Público: Aberto à comunidade
Local: Antigo Centro de Economia Informal

10h: Oficina de Percussão
Com Paulo Romeu Deodoro
Público: Aberto à comunidade. Os interessados podem levar seus próprios instrumentos para participar
Local: Antigo Centro de Economia Informal

11h: Roda de Capoeira Angola e Samba de Roda
Com Contra Mestre Guto – Ponto de Cultura Africanamente (Porto Alegre)
Público: Aberto à comunidade.
Local: Antigo Centro de Economia Informal

14h30: Apresentação de Dança – Maracatu Truvão
Público: Aberto à comunidade.
Local: Antigo Centro de Economia Informal

16h: Encerramento da intervenção artística com graffiti
Contribuição permanente da Mostra para Jaguarão com Braziliano (Santa Maria) e Trampo (Porto Alegre)
Público: Aberto à comunidade
Local: Antigo Centro de Economia Informal

18h: Espetáculo Cênico: “O Feminino Sagrado – um olhar descendente da mitologia africana”
Com Instituto Social AfroSul Odomodê
Local: Theatro Esperança
*Após o espetáculo, o público sairá em cortejo pelas ruas da cidade


quinta-feira, 30 de março de 2017

"Pampa e Sertão em Cantoria" leva resistência às famílias acampadas no RS

O projeto começou a ser executado em janeiro deste ano no sertão brasileiro e
será encerrado ainda neste mês na região sudeste do país. | Foto: MST

Por Catiana Medeiros
Do MST
A resistência do povo Sem Terra na luta por reforma agrária também se faz com arte e cultura. Foi com este propósito e o intuito de fortalecer as famílias acampadas que o gaúcho Pedro Munhoz e o pernambucano Neudo Oliveira incluíram no roteiro de apresentações do projeto ‘Pampa e Sertão em Cantoria’ o Acampamento Unidos Pela Terra, localizado no município de Charqueadas, na região Metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
“Caminhamos na perspectiva de levar canção de resistência e reforçar a importância da junção entre Norte, Nordeste, Sul, Sudeste e Centro-Oeste, porque somos um povo só em qualquer região do Brasil – quem nos divide são as elites. A arte foi e sempre deve ser uma grande ferramenta de resistência popular, por isto deve estar em tudo e em todos os momentos”, explica Oliveira.
Os músicos se conheceram pessoalmente em uma oficina de arte em São Paulo e já fazem apresentações conjuntas desde o ano de 2015, quando percorreram Sergipe, Alagoas, Pernambuco e Paraíba para um total de 12 apresentações. Foi então que surgiu a iniciativa de desenvolver o projeto ‘Pampa e Sertão em Cantoria’.
“Ao juntar a sonoridade e as culturas do Nordeste e do Sul percebemos que as relações de exploração da terra, do trabalho e da sociedade são as mesmas em qualquer parte do país, independente da geografia, do clima e do relevo. Há 2 anos, quando entramos nos sertões e olhamos nos olhos das pessoas percebemos que isso tudo exigia muito mais de nós que simplesmente subir no palco, tocar música e ir embora. É preciso ter esse contato, estar presente nos acampamentos e onde mais tiver que estar. Foi assim nasceu o Pampa e Sertão em Cantoria”, acrescenta Munhoz.
O projeto começou a ser executado em janeiro deste ano no sertão brasileiro e será encerrado ainda este mês na região sudeste do país. Nestes quase três meses de trabalho, Munhoz e Oliveira estiveram em Sergipe, Alagoas, Bahia e Rio Grande do Sul, além da cidade de Río Branco no Uruguai. Ao todo, já foram realizadas mais de 40 apresentações em teatros, institutos federais e universidades, assentamentos, quilombos e comunidades ribeirinhas – a última será dia 31 de março na cidade de Bixiga, em São Paulo. No estado gaúcho, em espaços do MST, além do Acampamento Unidos pela Terra na última segunda-feira (27), os músicos estiveram no Instituto José Martí de Castro, na Serra gaúcha; e no Instituto Educar, na região Norte.
O método utilizado por Munhoz e Oliveira nas apresentações inclui música, poesia e muita interação com o público para refletir sobre o papel social da arte e da música. “A arte é fundamental para a construção de uma nova sociedade. Nós estamos aqui transformando e criando consciência nas pessoas, trazendo energia para mantê-las animadas nessa situação difícil de acampadas em que vivem. Esse nosso papel é difícil, mas não importa. O que importa é que estamos juntos, que muitos vieram antes de nós e muitos virão depois de nós para continuar esse trabalho”, aponta Munhoz.
Conforme os músicos, ainda este ano será organizada a memória das apresentações feitas no Brasil e no Uruguai, a fim de reestruturar o projeto para executá-lo novamente em 2018, chegando, inclusive, a um número maior de estados. “Entendemos que precisamos viajar para levar não somente a música, mas também oficinas e debates sobre as problemáticas e questões que envolvem as regiões. Queremos mostrar a realidade, propiciar este intercâmbio”, adiantam.
Projeto próprio
O projeto ‘Pampa e Sertão em Cantoria’ é bancado financeiramente pelos próprios músicos, que recebem apoio logístico de algumas pessoas e militantes de organizações populares como Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) MST e Levante Popular da Juventude. “Estamos nos garantindo, conseguindo fazer esse trabalho. Pouca gente faz isso hoje no país. Estamos saindo com passagem de ida, sem pensar na passagem de volta”, conta Munhoz.

Artistas populares e o MST
O MST, ao longo de seus 33 anos de história, sempre contou com o apoio de artistas populares, entre eles, o próprio Pedro Munhoz, autor de Canção da Terra, música bastante conhecida nacionalmente. Até hoje ele contribui com oficinas e ajuda a formar Sem Terra como amantes da música e da arte.

“Munhoz ajudou a construir internamente a cultura no MST e a travar o debate de que a música deve servir para além da animação, mas também para a formação da consciência, com letras que nos convidem a resistir e nos impulsionem a lutar. Assim, através da sua música, ele leva força ao povo em vários lugares do Brasil”, ressalta a coordenadora do Coletivo Estadual de Cultura, Luciana Frozi.
Ela complementa que o trabalho dos artistas populares também tem contribuído para o rompimento da negação histórica do acesso à arte ao povo camponês e se tornado ferramenta essencial para a resistência das famílias acampadas, que têm enfrentado nestes últimos anos a paralisia da reforma agrária e a retirada de direitos.
“A arte nos ajuda a continuar resistindo, sonhando e lutando. Ela tem o poder de igualar, desarmar e transformar as pessoas. A arte cumpre uma função social quando está ligada ao povo e a uma estratégia de luta. Se estiver desligada do povo, ela não forma consciência, não eleva o nível cultural e não mostra que é possível construirmos um mundo melhor. A música que a mídia mostra hoje é assim, não deixa o povo pensar e criar, somente a repetir. E os artistas populares vêm para combater isso, para mostrar que na revolução que queremos também tem música boa, que ajude a nos movimentar”, finaliza Luciana.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

E AGORA O PROBLEMA É A CULTURA?

Por Lau Siqueira*

De uma hora para outra aparecem pessoas revoltadas com os artistas e criminalizando a cultura. Me pergunto se acham mesmo que podemos resolver os problemas da saúde, educação, segurança, etc, suprimindo cerca de 0,35% do orçamento que é, em média o que se gasta com cultura neste país. Quer dizer que a corrupção, mote inicial dos "revoltados on line", está fora de pauta? Quer dizer que a sonegação fiscal que é gigantesca e que sequer foi investigada ainda, não representa nada? Temos museus fechando, teatros desabando pelo país afora e o problema é os artistas lutando pela permanência de políticas públicas para a cultura? O mais engraçado é que a única coisa que esse presidente interino preservou foi a Lei Rouanet que o ministro Juca Ferreira lutava para transformar. Tem projeto sobre isso tramitando no Congresso, sabiam? E agora aparece uma matilha de desinformados raivosos que abraça uma causa sem saber sequer o que está falando. 
O fato é que o segmento mais conservador da nossa sociedade, depois de perceber a pegadinha que foi um impeachment comandado por uma quadrilha, está querendo pular fora do debate e não sabe como. Perceberam a "cagada" que foi ir para as ruas convocados por corruptos para lutar contra a corrupção. Foram enganados e não sabem como voltar atrás. Já perceberam que quem defende a democracia de verdade, não são os "petralhas", mas uma multidão expressiva de cidadãos e cidadãs que pensa um país mais justo. Não precisamos apoiar Dilma para defender a legitimidade do seu mandato e perceber a farsa que foi essa manobra de espertalhões, de oportunistas trapalhões, impulsionados por uma imprensa vil que sempre esteve à serviço de forças contrárias aos interesses do povo brasileiro.
Os trabalhadores da cultura, principalmente os artistas, são aqueles que definem civilizações inteiras. Como entender Portugal, sem Camões. Como entender o mundo sem William Shakespeare? É muito bacana dizer que é da terra de Augusto dos Anjos, Jorge Amado, Érico Veríssimo, Portinari, Celso Furtado, Antônio Cândido, Rui Barbosa, Tarsila do Amaral e criminalizar a arte e a intelectualidade contemporânea, como se os milhares de artistas e intelectuais brasileiros e os minguados investimentos que recebem, sejam os responsáveis por essa balbúrdia provocada pela canalhice da maioria de um Congresso Nacional de maioria corrupta e que consome milhões todos os dias. Respeitem os artistas e os intelectuais, os cientistas,os militantes das causas humanas, os ambientalistas, porque eles não precisam pegar em armas para fazer revoluções. Que a ignorância não prospere neste país de tantas farsas. Atacam Chico Buarque, mas silenciam diante dos cachês milionários pagos por prefeituras a um Wesley Safadão. Desculpem, mas o nosso rebolado é outro. 
Não haverá desocupação das ruas até que o bom senso prevaleça diante do oportunismo e da ganância de grupos eternamente privilegiados e corruptos que sempre tiveram tudo e sempre querem mais. Respeitem a cultura brasileira. Cadeia para os corruptos de todos os partidos! E se você não souber o que fala, vá ver um bom filme ou ler um livro. Caso contrário, se informe melhor para não ficar repetindo bobagens. Beijinho no ombro.
* Lau Siqueira, escritor e poeta jaguarense radicado em João Pessoa. Atualmente exerce o cargo de Secretario de Cultura do estado da Paraíba. 

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Prefeito Cláudio Martins participa de Seminário Internacional no México


O Prefeito de Jaguarão, Cláudio Martins, encontra-se na Cidade do México participando do Seminário Internacional ¡Viva el Centro!, organizado pelo governo da Cidade do México e pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) o qual se celebra na capital mexicana nos dias 18 e 19 de novembro de 2015. O Seminário é dirigido às altas autoridades dos governos da América Latina e do Caribe, responsáveis pelas políticas públicas em matéria de revitalização, desenvolvimento urbano e econômico, e gestão dos centros históricos.

Os centros históricos são a manifestação viva da cultura da América Latina e Caribe e representam uma grande oportunidade para a transformação urbana integral das cidades. O Seminário divulgará experiencias exitosas de revitalização que incentivem ações de contribuição ao desenvolvimento sustentável e equilibrado das cidades.

O convite para participar do Evento ao Prefeito Cláudio Martins partiu do BID e do IPHAN devido à sua gestão e experiência na luta pelo Patrimônio Cultural, em ações e projetos de preservação e restauro do patrimônio material e imaterial da cidade de Jaguarão. A cidade tem sido referencia nacional no que se relaciona a essas áreas tendo conquistado recursos consideráveis do PAC das Cidades Históricas para o restauro de prédios de grande importância histórica como o Teatro Esperança, recém-inaugurado, o Mercado Público Municipal com obras de restauro em vias de conclusão e outros projetos em andamento.

Representando o Brasil , palestrará no Evento, a presidenta do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Jurema Machado, que apresentará a experiência do Brasil em gestão pública nos processos de revitalização.

Informações do BID e IPHAN

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Escritor jaguarense Aldyr Schlee condecorado com a Ordem do Mérito Cultural do Brasil


O escritor jaguarense Aldyr Garcia Schlee recebeu das mãos da Presidente Dilma Rousseff e do Ministro da Cultura Juca Ferreira a condecoração da Ordem do Mérito Cultural do Brasil – outorgada pelo Ministério da Cultura relativamente a 2015. O evento aconteceu ontem(09) no Palácio do Planalto, em Brasília.

Aldyr Garcia Schlee é professor emérito da Universidade Federal de Pelotas, doutor em Ciências Humanas, autor de mais de suas dezenas de livros de ficção, ensaios e tradução – especialmente referidos à fronteira brasileiro–uruguaia e à literatura sul-rio-grandense –, tendo atuado como Consultor Senior do Itamarati para redação do Tratado da Lagoa Mirim e sendo detentor de uma dezena de prêmios nas áreas de literatura, jornalismo e artes plásticas.

A Ordem do Mérito Cultural é uma condecoração outorgada pelo Ministério da Cultura a pessoas, grupos artísticos, iniciativas ou instituições a título de reconhecimento por suas contribuições à Cultura brasileira e tem ampla abrangência temática, de forma a contemplar anualmente diferentes áreas do saber e do fazer que tornam marcante nossa cultura, dentro e fora do país, e que sejam representativas da riqueza. A homenagem, criada pelo Governo Federal em 1995 por meio de decreto, é feita anualmente em comemoração ao Dia Nacional da Cultura (5 de novembro).

A escolha dos agraciados ocorre todos os anos por meio de seleção entre nomes previamente indicados. Os indicados são avaliados por uma comissão técnica, constituída por gestores das secretarias do Ministério da Cultura, que emite parecer conclusivo antes de encaminhá-los à consideração do Conselho da Ordem do Mérito Cultural.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

A cultura do Happy Hour - por vicentepimentero


Desde que me conheço por gente o termo happy hour, que notoriamente se refere à hora mais feliz do dia, criou-se para exaltar o fim de tarde, o momento de afrouxar a gravata e relaxar na dose de uma boa bebida, petisco e companhia.


Aqui no sul e principalmente nas cidades do interior, o happy hour é um evento, não se entende como momento informal de fim de tarde, onde as pessoas confraternizam numa passada rápida pós-expediente para um bate papo e logo um desprender dos compromissos diários, um momento único para atravessar o portal do descanso e do relaxamento.

Nestas culturas provincianas, ainda as reuniões sociais soam como saraus à moda antiga, eventos genuinamente formais, onde existe o olho exigente da mesma sociedade que julga a postura ou os bons costumes morais, aquele dogma antiquado das velhas épocas. Igualzinho.

É necessário aplicar o happy hour com a índole que marcou a cultura dos navios europeus, que desafogavam seus marinheiros com horas livres para a prática de esportes ou o ócio ao ar livre. Hoje as empresas apostam em proporcionar ambientes holísticos para melhor desenvoltura dos seus funcionários. Para uns a meditação é o mais apropriado, para outros o velho e bom happy hour dos bares sugere um conforto físico e mental, ainda há os que primam pelo condicionamento físico e é nas academias que liberam todas essas energias acumuladas e canalizadas no decorrer do dia.

A essência do happy hour é no pulo rápido a um bar próximo da oficina ou do local de trabalho. É a conversa fora jogada com o vizinho de plantão, o comentar do cotidiano durante a hora do rush, enquanto as pessoas voltam para casa depois de uma jornada árdua de trabalho e dedicação.

O happy hour fica entre o caminho do trabalho e o de casa, jamais o contrário. Existe um intervalo entre as obrigações laborais e domésticas. Esse é o intervalo do Happy Hour, um convite à ociosidade da mente, da alma. Onde por instantes, mesmo em meio à voracidade urbana, damos uma pausa no elementar do nosso físico, nosso bio ritmo, onde deixamos que a apneia da nossa linha cronológica fique um tanto espacial, num trecho inimaginável do nosso tempo, o tempo para o relaxamento, uma lacuna, e, principalmente na maneira de ver, praticar, pensar e viver as coisas. A todos um excelente happy hour!!

Edição de 22/07/2015 Ano VI nº 222


sexta-feira, 24 de julho de 2015

Jaguarão recebe oficina para acesso de editais do MINC


O Ministério da Cultura (MINC) está recebendo inscrições para os três editais voltados à Política Nacional de Cultura Viva. Serão R$ 13,428 milhões destinados à premiação de 210 iniciativas para indígenas; coletivos e entidades que atuem com a mídia livre produzindo conteúdos independentes em sons, imagens, vídeos, textos, etc; e redes culturais de diferentes expressões artísticas, identitárias ou temáticas.

A fim de facilitar aos coletivos o acesso aos editais, o MINC realizará em Jaguarão uma oficina voltada ao tema. O encontro é aberto a todos interessados e acontecerá no dia 04 de agosto a partir das 19h na Biblioteca Pública.

Edição de 22/07/2015 Ano VI nº 222





quinta-feira, 18 de junho de 2015

Coluna Gente Fronteiriça - As políticas públicas para o patrimônio em Jaguarão - II

Por Carlos José Maninho

Dando continuidade ao texto desta coluna de 14 de maio sobre o Projeto Jaguar do inicio dos anos 80. Que importantes frutos desse Movimento germinaram nas últimas duas décadas do século XX!

Vamos a eles: Um convênio entre Prefeitura e Ufpel (1987), que leva ao surgimento posterior do PRIJ - Programa de Revitalização Integrada de Jaguarão (1992). Ainda em 1987 foi fundada a SIC, Sociedade Independente Cultural, com forte influência deste movimento e que vai protagonizar atividades importantes na área cultural, e servir de base para a equipe da gestão de Cultura em 2009. Em 1990 a cidade teve 04 prédios tombados pelo IPHAE (Teatro Esperança, Ruínas da Enfermaria Militar, Igreja Divino Espírito Santo e Casa de Cultura). Em 1997 começa o processo de municipalização do Teatro Esperança, que completou 100 anos em 1998. A partir daí, a linha histórica já mais afastada daquele movimento inicial segue, porém tocando naqueles pontos já levantados no Projeto Jaguar. Mais recentemente o projeto de Turismo na Costa Doce formatou em Jaguarão o primeiro dos Roteiros de Arquitetura e iniciou em 2005 a promoção de um encontro anual sobre arquitetura, turismo cultural e preservação, o Seminário de Arquitetura de Jaguarão. Em 2006 é fundada a Universidade Federal do Pampa, onde Jaguarão é contemplada com um Campus desta instituição, o que irá potencializar a cidade e região do ponto de vista cultural. Em 2009 vem o lançamento da obra "Roteiros de Arquitetura da Costa Doce - Rio Grande do Sul" organizada por Luiz Antônio Custódio, Ceres Storchi e Vlademir Roman, trazendo um panorama sintético e visual do patrimônio da cidade, oriundo desta última movimentação.

Com a mudança da Gestão municipal em 2009, a Secretaria de Cultura e Turismo é desmembrada do Desenvolvimento Econômico, e o grupo que assumiu esta pasta tinha influência direta do Projeto Jaguar e da SIC. Este é um fator importantíssimo para que um setor público de cultura possa ter êxito, e especificamente aqui o patrimônio cultural: Pessoas que tenham envolvimento direto com a questão patrimonial, e estejam abertas ao debate público. Por isso, é um momento onde os passos se dão de forma mais acelerada para a consolidação de políticas públicas para o Patrimônio Cultural, dando sequência a uma nova fase deste processo que vinha caminhando positivamente, mas a passos mais lentos desde o final dos anos 80. Neste novo momento a gestão pública conseguiu juntar alguns quadros ligados ao movimento cultural associados ao conhecimento técnico em algumas áreas. Isto, associado a vontade de colocar em prática políticas públicas que dessem conta desta riqueza patrimonial que a cidade possuía, levou o município a dialogar mais diretamente com o IPHAN. Em abril (2009) organizou-se o Fórum de Patrimônio Histórico e Cultural de Jaguarão, em parceria com aquele órgão. A partir daí, aconteceram muitos outros encontros, destacando o Seminário Internacional do Bioma Pampa, em abril do mesmo ano, e a criação da Associação das Cidades Históricas do Rio Grande do Sul. Neste mesmo ano selou-se a parceria entre IPHAN e Prefeitura Municipal para o Centro de Interpretação do Pampa nas antigas ruínas militares. Porém mais do que isto, foi estabelecido outra parceria, desta vez com a Unipampa, onde esta se responsabilizará pela Gestão do Centro de Interpretação do Pampa, bem como os procedimentos futuros para sua revitalização.

Para deixar mais claro esta “aceleração”, que também foi possível pela mudança da conjuntura nacional a partir de 2002, citarei alguns acontecimentos: a restauração do Teatro Esperança que está sendo concluída nos próximos três meses; Em 2011 o tombamento nacional do Centro Histórico de Jaguarão; Em 2012 o tombamento Binacional da Ponte Internacional Mauá e ainda em 2013 teve 11 projetos aprovados pelo PAC das Cidades Históricas, que totalizarão 40 milhões de reais; Ainda, com os debates com grupos que não tinham maior visibilidade como aqueles ligados a religiosidade afro-brasileira, também se despertou as atividades relacionadas às festas de Iemanjá e São Jorge, tradicionais porém se encontravam invisíveis para muitos jaguarenses. Nos últimos três anos já tivemos duas visitas de Ministros da Cultura, sendo a última no mês passado, num evento do Mercosul, tendo a presença da Ministra de Educação e Cultura do Uruguai, além de autoridades de outros países do bloco. Por fim, a criação do Conselho Municipal de Politicas Culturais é outro exemplo deste momento importante para a cidade neste campo.


Concluindo, entendo que neste processo de discussão patrimonial em Jaguarão, que começou a tomar fôlego no início da década de 80, e que veio lenta e gradualmente se construindo nas duas décadas posteriores, vai ter uma efetividade maior quando se partiu para um pensar e uma prática governamental e não governamental que implicou a busca de participação de vários grupos envolvidos com o tema, e a vontade, incomum em gestões, de colocar a cultura como tópico principal em suas políticas públicas.

Edição de 10/06/2015 Ano VI nº 216




segunda-feira, 8 de junho de 2015

Ponte Internacional Mauá é considerada primeiro patrimônio cultural do Mercosul

Ministro da Cultura do Brasil Juca Ferreira e Ministra da Cultura do Uruguai Maria Julia estiveram na cidade no sábado para firmar o reconhecimento do bem


Jaguarão respirou ares latino-americanos durante intensos três dias. A cidade foi sede da XI Reunião da Comissão de Patrimônio Cultural do Mercosul, onde recebeu representantes da Colômbia, Equador, Uruguai, Paraguai, Venezuela e Chile, além é claro do Brasil e do Itamaraty. Durante o encontro houve vários momentos em que Jaguarão foi destaque, tanto pela apresentação de sua cultura imaterial e de memória, como por exemplo o caso do Clube 24 de Agosto, primeiro Clube Negro a ser reconhecido como Patrimônio Cultural do RS, como pelo seu legado charqueador e fronteiriço, através dos fortins na zona rural. Outro momento de extrema importância foi a apresentação, pelo diretor do DNIT (órgão responsável pela construção da segunda ponte e também do restauro da Ponte Mauá), do projeto de restauração da Ponte Mauá. Um projeto complexo e que passará por uma segunda licitação, já que a primeira deu deserta, tamanha a grandiosidade da obra.

O prefeito Cláudio Martins destacou com orgulho o fato de Jaguarão ser uma referência em cultura fronteiriça e fez referências às ações dos governos brasileiro e uruguaio, direcionadas às cidades de fronteira. “O governo do Brasil e o governo do Uruguai têm tido esforços extraordinários para que se possa efetivamente aplicar políticas sólidas, efetivas e eficazes para avançar na qualidade de vida e no fortalecimento da integração cultural dos povos fronteiriços”, disse.

Cláudio lembrou ainda dos tempos em que a maior parte dos recursos federais desta área era encaminhada para o eixo Rio-São Paulo, ignorando as ações em pequenas cidades. “Hoje as verbas do Ministério da Cultura e os investimentos em patrimônio são distribuídos para diversas cidades. Jaguarão é um exemplo desta política de valorização e tem muito a agradecer por estes investimentos que estão contribuindo com a preservação da nossa história, o resgate da memória do nosso povo e o desenvolvimento de nosso Município”.

O diretor do Departamento de Patrimônio Material do IPHAN, Andrey Schlee, destacou a importância do impacto das políticas de valorização do patrimônio e citou o caso de Jaguarão. Segundo ele, hoje o município se recria a partir de todas estas ações voltadas a cultura, a amizade, a integração fronteiriça, sobretudo durante a administração do prefeito Cláudio Martins.

O diretor do IPHAN observou ainda que Jaguarão está renascendo a partir de uma vocação natural, que vem trazendo um salto de qualidade e garantido mais qualidade de vida para as pessoas. “Apostamos na cultura, no patrimônio, e considero certa a escolha de Jaguarão para sediar este evento, pois aqui temos bons exemplos do que o Brasil e a presidenta Dilma querem para todas as cidades históricas: a valorização e investimentos que garantam qualidade de vida para nossa população”, afirmou.

Jaguarão é um ícone, um ponto de partida”

Foto Fernanda Barbier
"Pretendo construir uma política cultural para fronteira e Jaguarão é um ícone, um ponto de partida para isso", afirmou o Ministro da Cultura do Brasil, Juca Ferreira, no sábado (30) durante atividade na Biblioteca Pública Municipal.

Uma série de propostas sobre uma política cultural para as fronteiras foi apresentada pelo ministro em Jaguarão. O evento, uma roda de conversa chamada Diálogo da Fronteira, contou com as participações de artistas, gestores, produtores e fazedores de cultura locais.

A iniciativa prevê o lançamento de um edital específico para pontos de cultura nas fronteiras. A ministra da Educação e Cultura do Uruguai, Maria Julia Muñoz, participou do debate e fez parte da agenda que Juca Ferreira cumpriu em Jaguarão.

O ministro defendeu a construção, na fronteira, de um território de "amizade, parceria, vivência cultural e integração com países irmãos". O anúncio do lançamento do edital para pontos de cultura nas divisas, já em 2016, foi recebido com entusiasmo pelos participantes da roda de conversa.

"É preciso ser uma política que dê conta da diversidade presente nessas regiões e que, ao mesmo tempo, estimule a integração e as parcerias. Pensem no ministério como um parceiro para apoiar esse processo que vocês já vivem", destacou.

A proposta recebeu apoio da ministra da Educação e Cultura do Uruguai. "Vamos estar sempre atentos a fomentar a cultura de fronteira. Ela nos une. Nossos povos têm sonhos em comum", afirmou Maria Julia Muñoz.

Pontos de Cultura

Em Jaguarão, o ministro ressaltou a importância dos Pontos de Cultura para o fomento da cultura de base comunitária no país. "Historicamente, as comunidades acharam uma forma de qualificar seu ambiente e superar a ausência do Estado. Muitas vezes, em um ambiente degradado e submetido à violência, as pessoas produzem um ambiente mágico que só a arte e a cultura são capazes de fazer", comentou.
Ferreira enfatizou, ainda, que os Pontos de Cultura são "parte insubstituível" da Cultura brasileira, presentes em todo o país, desde a periferia até as comunidades indígenas. "É preciso reconhecer o direito do povo brasileiro de ter apoio do Estado para que se desenvolva. Nós vamos trabalhar para ampliar essa experiência", frisou.

Outras demandas

Ao longo do evento, participantes puderam expor seus pontos de vista e fazer demandas. Luta contra a intolerância religiosa, maior acesso à cultura, investimentos para o setor do audiovisual da região e a cultura vista como vetor de integração e de desenvolvimento regional foram alguns dos temas tratados.

Outro pedido de destaque foi a necessidade de descentralização na distribuição de recursos para a área cultural. Em relação a esse aspecto, mais uma vez, o ministro foi enfático ao defender a reforma da Lei Rouanet.

"A lei Rouanet representa 80% do dinheiro que o governo tem para aplicar na cultura. É mal aplicado porque, em última instância, quem define o uso é o departamento de marketing da empresa. E a empresa se associa a quem pode dar retorno de imagem a ela, então, a restrição é imensa", lamentou.

Além de Juca Ferreira e da ministra da Educação e da Cultura do Uruguai, estiveram presentes à roda de conversa o prefeito de Jaguarão, Cláudio Martins, a presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Jurema Machado, e o diretor do departamento de Relações internacionais do MinC, Gustavo Pacheco, entre outros.

Foto Fernanda Barbier
Cerimônia de reconhecimento da Ponte Barão de Mauá

Após a roda de conversa, na Biblioteca Pública, a comitiva seguiu para a cerimônia de reconhecimento da ponte Barão de Mauá como patrimônio cultural.

Juca Ferreira afirmou que "referendar a ponte como patrimônio cultural é um momento importante para o MinC . É um momento simbólico de reconhecimento de uma integração que já existia e de uma ponte que foi grande elo de ligação e que continua sendo."

Edição de 03/06/2015 Ano VI nº 215