Um espaço aberto para o leitor

quarta-feira, 18 de março de 2015

MOCHILADA SEM FRONTEIRAS - Precisa-se uma Central Telefônica


Por Guilherme Larrosa

A equipe já está a todo vapor na produção deste filme, estamos recorrendo as cidades pequenas da serra gaúcha para conseguir mais informações de bons fornecedores e pessoas com acervos próprios. Encontramos pessoas que tem esse hábito de acumular antiguidades de muitas gerações, afinal, o nosso filme se passa na década de 60 e isso cai como uma luva.

Gravaremos em algumas cidades da Serra, para compor os universos da história, por isso a riqueza de objetos e mobiliários coloniais encontrados aqui são um verdadeiro tesouro para nossa produção.

Esta semana tive uma missão de tentar encontrar uma central telefônica de época, aquelas mesas grandes de madeira com muitos pinos e fios que se usavam na década de 60. Encontrar esse tipo de objeto não é nada fácil, mas com a ajuda do povo da serra, consegui muitas informações. Entrei em contato com muitas prefeituras locais e descobri que muitas foram leiloadas, roubadas e até mesmo, abandonadas.

Resumo da história, conheci quase todas as telefonistas da CRT da época, indo de casa em casa, tomando um mate e comendo um biscoito de polvilho com muita conversa e histórias engraçadissimas. Ainda não encontrei essa central, mas acho que deve estar por perto. Aliás, se alguém souber de algo, pode entrar em contato comigo, ajuda sempre é bem vinda.


Nosso ritmo de trabalho começa a mudar a cada semana, pois o nosso tempo de pré produção vai encurtando e temos que estar com nosso acervo completamente cheio para o início da montagem dos cenários. E claro, cada dia que passa chega uma demanda nova de detalhes que fazem toda a diferença, tecido para cortinas, mesa de restaurante, trilho de mesa, talheres da época, enfim. Tudo que se vê na tela, foi pensado e escolhido dentre várias opções para que a composição seja realmente idealizada. Um trabalho árduo e detalhado, mas que é eterno.

Edição de 11/03/2015  Ano IV nº 203



terça-feira, 17 de março de 2015

CANAL DE COMUNICAÇÃO - O que pensar afinal?

 Dia 08 de março foi o Dia Internacional da Mulher. Deveria escrever não só uma coluna, mas livros e livros sobre ela e sua influência na vida hodierna, em todos os setores, seja no relacionamento afetivo de uma família, seja na condução da maioria dos atos dos quais participa, até mesmo quando esses são políticos. É claro que existem exceções, mas estamos generalizando e assim sendo só resta cumprimentá-la e pedir que cada vez mais participe da vida de sua comunidade exatamente quando as coisas não andam como deveriam. Tu Mulher és a esperança que ainda resta , pois com o homem na condução do mundo, dá para ver como andam as coisas.Infelizmente no Brasil estamos incluídos nas exceções. Mas depois que tomamos conhecimento do que vem acontecendo com a operação Lava –Jato é que nos vem à mente: o que pensar afinal? Políticos conhecidos, sobre os quais tínhamos impressão favorável, acreditando que seriam as exceções do mundo corrompido da política, que esporadicamente nos visitam prometendo mundos e fundos na condução e solução dos problemas que podemos chamar de caseiros, pois em vista dos que existem a nível nacional e de grandes cidades, os nossos são minúsculos. Políticos que já recebemos em nossas casas e por isso ficávamos orgulhosos, os tratávamos com uma deferência toda especial, agora aparecem com a mesma vestimenta daqueles outros os quais temos os piores conceitos. Não acredito que sejam inocentes como todos dizem. Não acredito que a polícia federal, que como órgão ainda é um em quem se pode confiar, mesmo que haja elementos nocivos que a ela pertencem, não acredito que tome atitude tão leviana a ponte de destruir a vida de uma pessoa. Seria mais uma decepção se no frigir dos ovos tomássemos conhecimento que a procuradoria geral da união, se o ministério público federal, estão agindo por razões outras que não sejam a de realmente corrigir o que está errado e punir os infratores. Não sei o que pensar e principalmente fazer, quando novamente, em pouco tempo, com a maior cara de pau, esses mesmos que hoje estão sendo acusados e serão julgados, infelizmente não tão celeremente para que possam perder seus mandatos, aparecerem por aqui pedindo votos, se fazendo de vítimas injustiçadas e até chorando possivelmente. Não sei se devem ser escorraçados ou simplesmente ignorados. E o pior é que o simples mortal, e principalmente os pertencentes aos partidos políticos que lhes dão respaldo, acreditarem e novamente vão fazer de tudo para que sejam reeleitos. Já escrevi que o maior mal da política são os partidos, é ali que se reúnem aqueles que querem vantagens pessoais e que entram num esquema do qual não conseguem mais se livrar. Infelizmente nossa lei ainda não permite que alguém se candidate sem ser filiado a uma agremiação partidária. Tenho certeza que se assim fosse muita gente de caráter, desinteressada, apareceria para tentar uma eleição e mudar tudo isso que aí está.Hoje não participo de nenhum partido, tenho a intenção de não voltar a participar, mas se esse protesto do dia quinze não tiver conotação política partidária, o que me parece impossível, deve ser prestigiado, para que os componentes dos três poderes federais e mesmo os menores , estaduais e municipais, se conscientizem que o povo brasileiro não está nem um pouco satisfeito com a maneira como está sendo conduzida e roubada nossa nação. A frase é conhecida, mas vale ser lembrada: NÃO TENHO MEDO DOS QUE MUITO GRITAM, TENHO MEDO DOS QUE SE OMITEM E PERMITAM QUE TUDO DE ERRADO CONTINUE ACONTECENDO.

Edição de 11/03/2015  Ano IV nº 203


Nova médica chega a Jaguarão através do programa Mais Médicos

Ver. Oberte Paiva, Vice Lisandro, Dra. Renata, Prefeito Cláudio Martins, Sec. Saúde
Celso Caetano, Sec. Educação Roseli Calvetti  
Através do programa Mais Médicos, do Governo Federal, o município de Jaguarão foi contemplado com a chegada de mais uma médica, selecionada na segunda chamada de médicos brasileiros. Natural de Arroio Grande, Renata Moraes Torres, já está atendendo a comunidade da área de abrangência da Unidade Básica de Saúde do bairro Kennedy, a qual também conta com os serviços da médica uruguaia contratada, Ana Paula.

Na última quarta-feira (04) Renata foi recepcionada na Prefeitura Municipal, pelo prefeito Cláudio Martins, o vice Lisandro Lenz, o secretário de Saúde, Celso Caetano, o vereador Oberte Paiva e a secretária de Educação e Desporto, Roseli Calvetti, oportunidade em que recebeu as boas vindas da administração municipal.

Durante a conversa o prefeito Cláudio Martins ressaltou a importância do programa Mais Médicos, que oportuniza mais qualidade de acesso aos serviços de saúde em diversos municípios brasileiros, entre eles, Jaguarão que passou a ter os serviços de atendimento médico ampliados, em virtude desta iniciativa do Governo Federal. Ele ainda falou sobre o cenário da saúde no município, destacando os avanços que esta área passou a ter desde 2009, em especial, com a implantação das equipes de ESF, que permitem que hoje os postos de saúde tenham uma equipe de saúde 8 horas por dia. “Antes da implantação do ESF, não havia médicos em todos os postos de saúde. Era feito um rodízio, em que um mesmo médico atendia vários postos, o que deixava muitas vezes a população sem cobertura deste atendimento, e consequentemente aumentava a demanda no Pronto Atendimento”, observou.

De acordo com o secretário de Saúde, Celso Caetano, ainda estão abertas duas novas vagas para médicos em Jaguarão, através do programa Mais Médicos. “Estamos aguardando a terceira chamada do programa para a vinda de médicos brasileiros. Caso não tenha nenhum interessado, vamos aguardar a chamada de médicos estrangeiros, que será realizada no mês de maio”, explica.


Com a chegada da Dra. Renata Torres, já são quatro médicos em Jaguarão através do programa Mais Médicos atuando em Unidades Básicas de Saúde, a cubana Idia Luz, o uruguaio Gonzalo Alzueta e a brasileira Alice Boito, que está em licença maternidade.

Edição de 11/03/2015  Ano IV nº 203



Vera Maria Caceres Tormam é homenageada pela Câmara de Vereadores com denominação de Rua

Momento especial da Sessão dia 3 de março, foi a aprovação do Projeto do Vereador Oberte Paiva, da bancada do PT,  autor do Projeto 03 denominando a Travessa entre as ruas Uruguai e Julio, paralela a Br 116 e Barão Tavares Leite com o nome de “Vera Maria Caceres Tormam”.

Destacou a história de Vera Maria, casada com Valdoir de Araujo Tormam, e uma única filha, Lisiane Caceres Tormam Ruiz. Uma jaguarense, que foi aprovada no Concurso do Banco do Brasil ,e da Caixa Economica Federal, destacando-se em todo o RS entre os primeiros lugares, optando pela Caixa Economica Federal, na qual foi a primeira mulher nomeada por concurso, que atuou com louvor em sua função na Caixa Econômica Federal em Jaguarão até a sua aposentadoria. Fazia um trabalho social anonimamente, que desenvolvia em prol da defesa e proteção dos animais de rua, e ao atendimento às pessoas carentes, inválidos, idosos, ela distribuía cestas básicas, remédios, leite em pó, distribuía ração para os animais ,também recolhia os animais doentes , era uma mulher muito preocupada com o seu semelhante carente.

Foi mesária e pertenceu ao Corpo de Jurados, por muitos anos, procurando sempre nos julgamentos ser correta, para não cometer nenhuma injustiça, para nenhum lado.

No dia 16 de outubro de 2007,em nome do Presidente do Legislativo , Paulo Vieira, através do Vereador Arnoni Lenz ,realizaram uma Homenagem Póstuma para a Verinha, que muito nos orgulhou.

Vera Maria Caceres Tormam, nasceu em Jaguarão, dia 22 de Junho de 1952, e faleceu em 7 de outubro de 2007.

Queremos agradecer o Vereador Oberte Paiva,ao Presidente da Camara, Sr. Favio Teles e demais Vereadores, pela aprovação unanime do Projeto, que presta Homenagem para Essa grande Mulher,Vera Maria Caceres Tormam,


Valdoir Tormam

  • Edição de 11/03/2015  Ano IV nº 203


sexta-feira, 13 de março de 2015

Coluna Gente Fronteiriça- AS “JUSTIÇAS” BRASILEIRAS

Por Wenceslau Gonçalves

Que o Brasil é um país politicamente singular nenhum brasileiro tem dúvida. O que pode variar é a maneira como cada um argumenta para concordar com a afirmativa. Há justificativas para todos os gostos, desde a extrema esquerda até a extrema direita. Neste último caso estamos procurando quem assuma essa condição, embora se saiba que seus adeptos são numerosos. Ninguém quer ser direitista, no Brasil.

Quis iniciar com a afirmativa acima para justificar que também reconheço a existência de peculiaridades “inexplicáveis” em todos os campos do relacionamento da comunidade com as lideranças responsáveis pela condução do País e, mais importante ainda, daqueles organismos que têm o compromisso de servir de elo de ligação confiável entre governo e sociedade, mais comumente designada como “mídia” (aportuguesando), seja ela falada, escrita ou televisionada e todas demais que tenham a faculdade de lidar, diretamente ou indiretamente, com as questões de opinião pública.

Grosso modo poderia dizer-se que temos “três justiças” no Brasil, todas elas com suas causas e consequências inerentes à responsabilidade com que cada uma é aplicada ou faz produzir seus efeitos. A primeira, lógico, é a “justiça oficial” que, definida pela nossa Constituição é exercida através de seus inúmeros organismos estatais, obedecendo às regras estabelecidas em lei. De um  modo geral funciona razoavelmente bem não fora reconhecidamente lerda. Como toda iniciativa humana, comete suas falhas. Sobre ela, assim se referiu nosso mais ilustre sábio, Ruy Barbosa: “Justiça que tarda não é justiça”. Isso, talvez, tivesse servido para a época em que foi feita a declaração. É uma discussão para outro espaço.

A segunda justiça é a da sociedade. Levados, às vezes, pelos mais estranhos motivos, os cidadãos, geralmente reunidos em um grupo ocasional, tomam a deliberação de decretar que determinada pessoa é culpada de um crime baseados apenas em pequenos indícios mesmo sem qualquer comprovação concreta. É o tipo de justiça que nos transforma em seres incapacitados de pensar racionalmente e pode ocasionar, inclusive, a prática da pena capital – até de forma bárbara -, como ocorreu recentemente (No Estado do Paraná, se não me falha a memória) e ocasionou a morte de uma pessoa por espancamento sob suspeita de um crime que, depois, foi concluído que não havia de fato cometido.

A terceira justiça é a praticada pela mídia. Embora não venha implicar uma pena capital em sua ação, é a mais devastadora delas pelo número de pessoas que pode atingir com uma simples citação. Tão logo um crime é trazido ao conhecimento da opinião pública pelos responsáveis pela investigação, mesmo que ainda não exista qualquer decisão judicial os nossos comunicadores já escolhem a “quem” culpar. A partir daí já podem começar a atribuir uma infinidade de irregularidades que passam a manchetear em caixa alta em jornais ou até em especiais de TV. Se o denunciado é uma personalidade no meio político as suas mazelas passam a dominar o noticiário e os principais âncoras fazem citações quotidianas sob qualquer pretexto, reforçando sua “condenação”. Alguém poderia perguntar: “Mas, e se o denunciado for absolvido em todas as instâncias?”. A resposta vem da forma mais sem compromisso possível: “Bem, ele não é culpado, mas poderia ser, não é? Desculpem a nossa falha...”

Só para não deixar a afirmativa sem ao menos algum exemplo, basta rememorarmos casos que tiveram grande repercussão entre os muitos que já ocorreram nos mais diversos meios de comunicação. Quem não lembra dos episódios “Ministro Alceni Guerra”, e dos professores da “Escola de Base de Brasília”?. Todos “condenados” pela mídia e, depois, inocentados pela justiça oficial. E há, também, um que atingiu diretamente os gaúchos. Quem não sabe que um de nossos deputados federais foi lançado à execração pública e acabou perdendo seu mandato? Uma revista semanal de circulação nacional “confundiu” cem dólares com cem mil dólares e não quis voltar atrás porque as suas revista já haviam sido impressas? Recentemente, a mesma revista teve um de seus diretores envolvido com o doleiro do caso Senador Demóstenes/Carlos Cachoeira, só que a única menção que ela fez sobre o fato foi a de que os duzentos contatos telefônicos feitos, pelo jornalista, com o doleiro eram por motivos “profissionais”.

Na verdade, o objetivo principal deste artigo é lançar um alerta para o que está ocorrendo em relação à divulgação de diversos problemas que o País vem enfrentando, sejam eles econômicos ou políticos. A grande mídia oligopólica, a serviço da direita e da elite brasileira, está cerrando fileiras na busca de um impedimento da Presidenta e, para tanto, qualquer meio é válido para atingir seu objetivo. É necessário que cada brasileiro, antes de tomar qualquer posição, faça uma análise profunda da situação não se deixando levar pela massificação da ideia de que tudo no Brasil se tornou um caos. Não sou defensor incondicional de tudo o que o Governo vem fazendo. Acredito que há muitas falhas, mas não vou incorrer na leviandade de querer contribuir para a instalação de um quadro reacionário, a serviço de interesses que não são os da população menos favorecida, mas, apenas, concorrerá para a manutenção de benesses seculares que uma parcela reduzida de privilegiados continua a desfrutar.

  • Edição de 11/03/2015  Ano IV nº 203


Espaço do Saci - A força da torcida fez a diferença

Por Marcos Sagrera

O internacional terminou a semana fazendo o dever de casa. Pela competição mais importante do ano, venceu seus dois jogos até aqui em casa. Foi mais na base da raça e da força da torcida do que pelo futebol apresentado em campo. Pelos dois jogos da libertadores e mais o grenal jogando com os reservas o colorado conseguiu ótimos resultados. O colorado colocou mais de 100.000 mil torcedores nesses três jogos e teve uma arrecadação de mais de três milhões de reais. A média de público foi de aproximadamente 35.000 pessoas por jogo, mesmo com chuva nos dois jogos da libertadores. A força da torcida fez a diferença.

Dentro de campo, a situação segue a mesma. O time está descompactado e o sistema defensivo segue uma várzea. O treinador segue utilizando os laterais Fabrício e Léo que são horrorosos, com isso, já iniciamos as partidas com dois jogadores a menos. A luz no fim do túnel começou a surgir no último jogo quando ele colocou Ernando na lateral direita. Agora para o jogo de quarta-feira, parece que testará um novo esquema com três zagueiros e que provavelmente se manterá para o jogo contra o Emelec no Equador.

Isso tudo indica que Diego Aguirre segue testando jogadores e novas formações táticas. A torcida não aguenta mais os laterais colorados, mas parece que com esse novo esquema e com as lesões de Aránguiz, Dale, Anderson e Nilmar, essas uvas terão que continuar no time. No 3-5-2, jogarão como alas e pra nossa sorte não terão muitas obrigações defensivas. Essa função ficará a cargo dos zagueiros e volantes, apesar de que todos têm de marcar para um sistema defensivo dar certo.

Minha opinião segue a mesma. Quando todos estiverem aptos e em condições físicas ideais, os laterais saem do time e o esquema passa a ser o 3-4-3. Juan, Nilton na frente da zaga e Réver pela direita. Na frente dos zagueiros, Nico, Anderson pela esquerda, Aranguiz pela direita e Alex na ponta do losango. Mais na frente, Dale pela direita, Sascha e Nilmar na frente. Sasha e Nilmar podem revesar a função de centroavante sem problemas. Dale e Alex podem mudar de posição durante o jogo. Anderson e Aranguiz também. São todos jogadores inteligentes e podem fazer a leitura correta do jogo. Já os arigós não podem fazer isso, por isso, os melhores tem que jogar sempre.

Gostei da estreia do nosso novo centroavante. Ainda não está com ritmo de competição, mas a primeira amostragem foi bastante positiva. Sabe jogar como um nove de área, mas também joga pelos lados e quando têm a bola, sabe o que fazer com ela. Me parece que se continuar nesse ritmo, terá seu contrato estendido.

  • Edição de 11/03/2015  Ano IV nº 203





Espaço do Mosqueteiro: Luz no Fim do Túnel

Por Santiago Passos

O torcedor gremista começou a semana de bom humor. Após uma boa vitória sobre o time do Caxias que foi para a Arena com a missão de não perder e se não fosse um gol olímpico achado pelo meio-campista Douglas provavelmente essa missão seria cumprida. Felipão foi flagrado pelas câmeras dizendo ao seu banco: “Só assim pra fazer gol!” demonstrando os problemas que temos no ataque. O time do Grêmio nunca correu perigo, controlou o meio de campo o jogo inteiro e depois de abrir o placar, com o time do Caxias tendo que sair para tentar o resultado, Marcelo Oliveira anotou o segundo tento gremista numa jogada iniciada com o próprio jogador que roubou a bola no meio de campo e ligou um rápido contra ataque, sendo na minha opinião, o melhor jogador em campo e um dos mais regulares neste começo de temporada. Yuri Mamute fechou a goleada após receber um belo passe de Douglas, confiante depois de abrir o placar. Claro que a partida não foi um primor de categoria e qualidade, mas confirmou que alguns jogadores não tem futebol suficiente para serem titulares do Grêmio, como o lateral direito Galhardo que simplesmente não existe defensivamente e parece estar sempre cansado. Na próxima partida o recém contratado Braian Rodriguez deve começar a partida, pois vem treinando junto ao time titular. É uma boa oportunidade para ver se o uruguaio pode ser a solução para a falta de gols do ataque gremista.

Outro motivo de alegria para os tricolores é o anúncio de dois reforços para o time. O volante Maicon, jogador que mais acertou passes no campeonato brasileiro de 2014 quando atuava pelo São Paulo e que foi emprestado pelo time paulista ao Grêmio para abater uma dívida entre os dois clubes. Cristian (Cebolla) Rodriguez é o outro atleta confirmado pela direção gremista e que deverá ser apresentado na tarde de terça-feira. O meia titular da seleção uruguaia e que encarna a alma castelhana característica do tricolor gaúcho atuará pelo Grêmio depois que o Atlético de Madri, time detentor dos direitos dele, repassou o contrato de empréstimo que havia com o Parma, o qual decretou falência devido às dívidas por não conseguir pagar os salários dos seus jogadores. É a nova realidade do futebol, o chamado fair play financeiro, em que o clube que não arcar devidamente com os salários perderá três pontos por partida de acordo com nota emitida nesta semana pela Confederação Brasileira de Futebol. Por este motivo concordo com as atitudes da nova direção gremista, rescindindo contrato e negociando jogadores que custam uma fortuna para os cofres, investindo na base e conseguindo fechar negócios de ocasião e de uma maneira responsável, pois a maior contratação até o momento será a do Cristian Rodriguez com vencimentos não superiores a R$ 300 mil mensais, um salário baixo para os valores praticados nos dias de hoje e para um jogador da qualidade do uruguaio.

É torcedor gremista, parece que há uma luz no final do túnel, um fio de esperança para tentar salvar a temporada que se demonstrava obscura para o nosso time. Esperamos que os reforços deem retorno e que o Felipão consiga formar um time forte.

  • Edição de 11/03/2015  Ano IV nº 203