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quinta-feira, 25 de junho de 2015

CANAL DE COMUNICAÇÃO - Assuntos sobre os quais escrever

Por Arnoni Lenz 

Às vezes me perguntam, sempre tens assunto para dissertar? Ao que respondo que é o que mais existe, mas penso que vou mudar um pouco. Pouco ou quase nada adianta andar me indispondo com pessoas com as quais me relaciono ou não, mas com as quais tenho divergências capitais. Escrever sobre a situação de desgovernabilidade do país ou do estado é muito fácil, mas e adianta? Escrever sobre o abandono de nossa cidade que um dia sonhou em ser uma cidade turística, ou sobre o excesso de funcionalismo na prefeitura local, ou sobre a falta de dinheiro que dizem ser a culpa de tudo, adianta?-Nada. Posso até agradar alguns, mas também vou me hostilizar com outros. Escrever sobre os absurdos que estão fazendo os políticos, as aberrações na justiça onde os juízes que são muito bem remunerados estão se pagando auxílio moradia, auxílio alimentação, e querem efeito retroativo onde cada um receberá mais de 35 mil pela comida que já comeu e que já foi paga, adianta? Só para conseguir por parte deles uma ação, pois eles podem fazer isso. E tudo isso num país onde os governantes não fazem economia nenhuma, aumentam seus próprios salários e garantem que não existe dinheiro para nada. Não existe para o assalariado que recebe de salário o mesmo que os outros recebem de auxílio alimentação. Não se sabe a quem recorrer, pois a corrupção está em todos os setores, inclusive na justiça, na polícia, nos órgãos de segurança, em todo lugar. Então por que vou estar me expondo. Às vezes me dá vontade de chorar quando se vê coisas acontecerem e nada de mudanças. Escrever sobre o coitado do meu Grêmio, que ainda sonho vê-lo em melhores condições, adianta? Nada. Escrever sobre a corrupção que existe nos órgãos que dirigem o esporte mundial ou nacional, adianta? Nada. Então resolvi mudar, vou passar a ser mais light. Vou escrever sobre flores, sobre as belezas da natureza, sobre mulheres bonitas, sobre viagens, sobre assuntos que não comprometem, mas que me mantém fazendo a mente trabalhar, pois se essa para, o meu amigo Alzheimer pode se apossar da mesma e isso seria muito triste. Dizem que para que não advenham problemas cerebrais, a mente precisa ficar ocupada, trabalhando, fazendo palavras cruzadas, jogando cartas, lendo muito, escrevendo e assim por diante. Vou também tentar para a próxima semana trocar a foto que acompanha meu artigo, tenho recebido reclamações que esta que aí está é do tempo que se amarrava cachorro com lingüiça e que tenho que assumir minhas rugas e meus cabelos brancos. Então vamos fazer isso.Por outro lado, escrevo por que gosto de fazê-lo e me bazeio na frase que diz: FAÇA O QUE GOSTAS, PARA GOSTARES DO QUE FAZES.

Edição de 17/06/2015 Ano VI nº 217


Cardozo diz que reduzir maioridade penal provocará caos no sistema penitenciário

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse nesta terça-feira (16) que o governo defende maior tempo de internação para jovens que praticarem crimes hediondos, com violência ou grave ameaça, como alternativa à redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. Cardozo disse ainda que a redução da maioridade penal é um equívoco e pode provocar caos no sistema penitenciário, que já tem déficit de 300 mil vagas.

De acordo com o ministro, o prazo máximo seria de oito anos. A medida seria cumprida em estabelecimentos especiais ou em espaços reservados nas unidades socioeducativas, de forma separada dos jovens que cometeram crimes de menor gravidade. Cardozo também defendeu o agravamento da pena de adultos que usam crianças para cometer crimes.

Para o ministro, que participou hoje de audiência pública sobre o tema na Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, a proposta “responde ao que a sociedade quer, ao que os especialistas recomendam e não tem o efeito colateral que todos os estudos mostram a respeito da redução da maioridade. Me parece que esse é um caminho bom para debatermos”, afirmou.

Ele explicou que essas propostas estão de acordo com o projeto do senador José Serra (PSDB-SP), que aumenta a punição para adolescentes no caso de crime hediondo. Ontem (15), o senador José Pimentel (PT-CE) apresentou parecer favorável ao projeto.

“Ao se mudar a redução da maioridade penal, teremos um caos no sistema penitenciário brasileiro. As medidas socioeducativas deixarão de ser aplicadas, a lei penal comum incidirá e teremos então uma absorção impossível de ser feita, já que o déficit é de 300 mil vagas”, informou o ministro. Segundo ele, o tempo médio para construção de uma unidade prisional é de quatro anos.

Na audiência pública, o ministro reafirmou a posição contrária do governo à redução da maioridade penal, lembrando a inexistência de estudos comprovando que a mudança reduz a violência. Para o ministro, o governo entende que a maioridade penal é uma cláusula pétrea da Constituição. Por isso, não pode ser alterada por meio de emenda constitucional.

O vereador paulistano Ari Friendenbach, pai de Liana, assassinada com o namorado aos 16 anos por um adolescente, também defendeu a adoção de penas mais severas para jovens que cometem crimes de estupro, homicídio, latrocínio e sequestro.

“Nesses casos, as penas seriam menores que as aplicadas aos adultos e os jovens cumpririam o tempo de reclusão em unidades específicas para crianças e adolescentes. Eles jamais seriam colocados em presídios comuns. É preciso que se pense em unidades que realmente ressocialize esses jovens”, acrescentou o vereador.

Ari Friendenbach defende que os jovens que cometem crimes graves sejam examinados por psicólogos e psiquiatras para verificar se eles têm consciência do ato praticado. Os que tiverem problemas como psicopatia deverão cumprir a internação separadamente.

O ministro da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Pepe Vargas, apresentou dados mostrando que os atos infracionais praticados por adolescentes são principalmente roubo, seguido por tráfico e homicídios.

Para Vargas, reduzir a maioridade penal agravará o problema. “Colocar o jovem de 16 anos dentro de um sistema prisional para adultos levará esse jovem a ser aliciado por facções criminosas. Ao sair do sistema prisional, ele não terá outra alternativa que não continuar aliciado por essa facção.”

Corregedor do Ministério Público de São Paulo, Paulo Afonso Garrido de Paula, que manifestou-se contrário à redução da maioridade penal, disse que a mudança não resolverá o problema da violência. Ele defendeu uma reforma no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Para Garrido, há uma descrença na efetividade do ECA. Por isso, é preciso recuperar a credibilidade do sistema socioeducativo. “Será que colocar esses jovens no sistema penal resolverá nosso problema de violência ou é mais importante apostar num sistema socioeducativo com mais credibilidade?”.

O corregedor também propõe que os adultos que usem jovens para cometer crimes tenham pena maior prevista no Código Penal. “Ele receberá uma pena até maior que a do crime que praticou”.

Edição de 17/06/2015 Ano VI nº 217






quarta-feira, 24 de junho de 2015

Guarda Popular do Internacional em Jaguarão realiza campanha do Agasalho


Fazer o bem a quem precisa e desmistificar a postura violenta que algumas torcidas organizadas têm é o objetivo da Guarda Popular do Internacional em Jaguarão. Os integrantes da torcida organizada, Rafael Duquia, Lucas Feijó e Lucas Cabaldi, estão divulgando a campanha do agasalho que está sendo realizada pela entidade.

“Ao contrário do que algumas pessoas pensam as torcidas organizadas/barras bravas não são apenas grupos de baderneiros apaixonados por futebol, são também pessoas que têm família e estão sempre buscando o bem estar social do próximo”, conta Duqui. Até o dia 30 de julho eles estarão arrecadando todo o tipo de agasalho que será doado para a Creche Nosso Lar, mas que, dependendo do sucesso da campanha, pode se estender a outras entidades da cidade.

“O Internacional já vem fazendo um trabalho social, com a promoção da torcida mista e essa postura acabou incentivando nossa ação na cidade”, destaca Cabaldi. As doações podem ser feitas na rua Marechal Deodoro, 593 no Açougue do Magro. Quem não tiver como levar até o posto de coleta, pode entrar em contato com os meninos através dos telefones 8427- 6241 ou 8406- 8429, pois eles recolherão as doações onde estiver.

“Essa campanha do agasalho que estamos promovendo é a primeira de muitas, tendo em mente projetos para o dia das crianças, natal e páscoa”, finaliza Lucas Feijó.  

Edição de 17/06/2015 Ano VI nº 217









Jaguarense Júlio Gonçalves é proclamado Campeão brasileiro meio pesado


Noite de cinturões em Rio Grande em frente a prefeitura e com entrada gratuita. Pela primeira vez um título da WBU em disputa em terras gaúchas, que teve a supervisão do baiano Erick Luz, que também é árbitro internacional da organização. Em conversa com o presidente da ANB, Adimilson da Cruz, ele expressou sua contentamento com a organização e disse que o presidente da WBU Tosten Knille também está satisfeito com os resultados e quer ainda para este ano mais duas disputas em Rio Grande, e de um título mundial inclusive.

Rychard Guardalupi ganhou a categoria welter na disputa o título sulamericano WBU, nocauteando Lázaro Dominguez no primeiro Round.

A disputa do título nacional ANB, divisão meio pesado Júlio Gonçalves venceu Éder Campos pela vía rápida do KO no segundo round.

Na disputa estadual Pablo Guardalupi venceu Alex Tavares no peso galo, o combate entre Gustavo Silveira da Silva e Dener Santos foi cancelado dias antes devido a uma lesão de Dener Santos.

Edição de 17/06/2015 Ano VI nº 217






Policiais do 3° BPAF prendem autores de furto em propriedade rural


No dia 13 de Junho de 2015, aproximadamente às 14h30, em Jaguarão, a guarnição da Brigada Militar foi acionada via 190 a comparecer na localidade Mei’Água, onde quatro indivíduos teriam arrombado duas propriedades rurais. De posse destas informações e das características dos veículos utilizados (duas motocicletas), as guarnições de serviço das cidades de Jaguarão, Herval e Pedras Altas efetuaram buscas e barreiras nas redondezas, onde obtiveram êxito na localização dos indivíduos, O.M.S, 24 anos, I.M.S, 27 anos, O.M.S.S., 20 anos e um adolescente de 17 anos, e dos objetos furtados, 01 espingarda calibre .28, 01 Rifle calibre .22, e 01 espingarda calibre.20, sendo apreendidas também duas armas sem procedência 01 Garrucha calibre.22, 01 espingarda calibre.36, além de 02 (dois) facões, 01 furadeira, 16 munições de diversos calibres intactas, 09 cartuchos deflagrados, 03 (três) frascos de pólvora, 05 cartuchos de recarga vazios, 10 espoletas para recarga intactas, aproximadamente 200 gramas de chumbo e 06 espoletas para cartuchos de metal. 

Diante dos fatos foi dado voz de prisão aos indivíduos, sendo os mesmos conduzidos ao HPS e posteriormente a Delegacia de Polícia Civil.

Edição de 17/06/2015 Ano VI nº 217





As Mães são de luta

Por Andréa Lima

Todos os dias pela manhã, quando estou a caminho para o trabalho, vejo muitas mães levando seus filhos para as creches. Às vezes com frio e chuva e, já cedinho, os pequenos vão enroupados nos banquinhos de bicicletas, carrinhos, ou de mãos dadas com outros irmãos para as escolas infantis.

Dá certa pena de ver, principalmente no auge do inverno, mas sabemos que estes são os itinerários de muitas mulheres batalhadoras, que muitas vezes são chefes de família, e estão tentando ganhar a vida com dignidade. As mães são de luta, é o que sempre penso.

Tive meu primeiro filho aos vinte anos e sei que os desafios são grandes pra quem quer ser mãe e precisa trabalhar e estudar. Quando fiquei grávida, estava no penúltimo semestre da graduação de Artes Visuais, em Pelotas, e não foi nada fácil concluir a faculdade.

Levava o bebê para as aulas, o amamentava e trocava as fraldas no carrinho, pelos corredores. Ainda bem que contei com uma rede de apoio dos colegas e professores e pude seguir adiante, pois não seria justo desistir faltando tão pouco.

Quando me formei, voltei para Jaguarão e passei em uma seleção para o Mestrado. Contei com o apoio da minha família e lá se foram mais dois anos de muita vontade e persistência. O único horário que sobrava para estudar, muitas vezes, era madrugada, quando o silêncio chegava. E haja café para ficar acordada.

Sentava no computador para fazer os trabalhos e atendia pedidos de mamadeira, dava colo, dividia a atenção. Não sei como fomos levando, mas valeu a pena todo o esforço.

Hoje, prestes a nascer mãe pela terceira vez, não acho, sinceramente, que os filhos sejam empecilhos para seguirmos adiante. Mas haja força de vontade, pois as estruturas não são pensadas para facilitar a vida de quem se aventura pelos caminhos da maternidade.

Agora mesmo, enquanto escrevo este texto, minha filha de dois anos revirou os armários da estante e deixou a sala de pernas para o ar! Nos desdobramos em várias, para dar conta do recado.

Os dados não deixam mentir e demonstram que, apesar de mudanças significativas nos últimos anos, nosso sistema ainda é regido pelo patriarcado.

No mercado de trabalho, por exemplo, as mulheres recebem em média 20% a menos do que os homens para o desempenho das mesmas funções. Somos, também, a maioria entre os trabalhadores terceirizados e, por isso, temos que nos qualificar, e muito, para termos estabilidade e ascendermos à melhores postos.

Para isto, além da labuta diária, precisamos nos organizar social e politicamente. Ampliar a participação nos espaços decisórios, na construção das políticas públicas e lutar contra a hegemonia branca, hétero-normativa e masculina, que prevalece nas Assembleias e no Congresso Nacional.



Lutando juntas, teremos muito mais poder do que pensamos na construção das mudanças e da realidade que queremos.

Edição de 17/06/2015 Ano VI nº 217



terça-feira, 23 de junho de 2015

A Copa América "primeira rodada" por Vicentepimentero

O futebol tem dessas coisas, se não fosse tão imprevisível não seria tão magnífico. Não foi diferente na primeira rodada do torneio continental que está sendo jogado no Chile. Fora a estreia da anfitriã, com uma pequena ajuda do juiz em pênalti mal cobrado e o jogo feio no empate da Bolívia com o México, os outros dois grupos deixaram em alerta críticos e sábios do futebol. Nos confrontos do grupo B, Uruguai encontrou dificuldades para ganhar da Jamaica, o time centro americano mostrou disposição e complicou a vida da Celeste, que ganhou com um gol justo do ex-Grêmio Cebolla Rodíguez. Para quem conhece, é normal que a Celeste mostre pouco desempenho com times não favoritos e que surpreenda jogando com os grandes. Atenção redobrada para o Paraguai, que com raça e o melhor jogo dos últimos tempos, a Seleção Guarany saiu com um ponto com gosto de vitória, deixando a imprensa boquiaberta e o time de Messi complicado, já que na próxima partida enfrenta o Uruguai no clássico do Rio de la Plata. Ainda, a Venezuela, confirmou que já não é mais aquela Venezuela de antes e derrotou a Colômbia, que para este colunista seria a grande candidata ao título depois da albi celeste. Por último a Seleção Brasileira, começando a se reestruturar depois da Copa do Mundo e com um futebol mais solto, porém, dependente da boa vontade de Neymar e da concentração de sua zaga, que novamente, da mão de Davi Luiz, propiciou uma cena patética aos 3 minutos de jogo no gol do Peru que deixou escapar o empate no último minuto.

Até o encerramento desta edição o Equador praticamente eliminado perdeu em jogo eletrizante para a Bolívia que não ganhava há 18 anos, o Chile e o México empatavam até o final do primeiro tempo e o grupo B com jogos pra terça. Numa rápida análise esta Copa se desenha para os anfitriões, seguidos do vencedor entre Argentina e Uruguay e Brasil claro, que sempre convida ao favoritismo. Entre as surpresas, atenção redobrada para a vinho tinto e os guaranys.

Edição de 17/06/2015 Ano VI nº 217