Um espaço aberto para o leitor

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Protestos em Rio Branco por medidas do novo administrador da Aduana uruguaia


Na sexta feira passada foram feitas duas mobilizações em Río Branco protestando contra as últimas medidas adotadas pela Dirección Nacional de Aduanas nesta localidade do Departamento de  Cerro Largo.
Um grupo de manifestantes concentrou-se no paso de frontera, no acesso à cidade. O segundo interrompeu o trânsito na Ponte Mauá, que une Río Branco com a cidade de Jaguarão, defronte à aduana uruguaya, formando uma corrente humana, com o objetivo de sensibilizar as autoridades aduaneiras pelos  "rígidos controles" que exercem .
O motivo dos protestos são as medidas adotadas pelo novo administrador da aduana fronteiriça, Horacio García Daglio, que "leva a lei ao pé da letra", sem que haja uma "flexibilização" sobre a passagem de alguns produtos provenientes do Brasil.
Os moradores denunciam que ao cruzar a fronteira brasileira em direção ao  Uruguay lhes tem sido retidas plantas, comestíveis, além de que foram detido automóveis com chapa brasileira, adquiridos por uruguaios que também tem documentação do Brasil.
A Prefeitura Naval do porto de Río Branco reforçou os controles aumentando o número de efetivos para controlar a mobilização.
García Daglio, que chegou em março para substituir Héctor Martínez, anteriormente foi administrador da aduana de Paysandú desde março de 2013 (cuando começou a implementar-se a medida do "cero kilo" no litoral) até dezembro de 2014.
Quando assumiu nesse departamento foi entrevistado pelo diario El Telégrafo. Consultado por esse meio sobre se aplicaria mão dura na fronteira com a Argentina, García Daglio disse “que as vezes,  para cumprir a lei não basta o diálogo, e se há que impor-se mão dura, é o que se fará. Em meu caso, venho de um lugar onde a lei se cumpre e a tolerância é zero”.
Em 2014, logo de apresentar à Dirección Nacional de Aduanas uma denuncia por corrupção de funcionários, os aduaneiros da ponte Paysandú-Colón indicaram que García Daglio havia começado a circular pela rambla sanducera armado com uma pistola nove milímetros e com um chaleco a prova de balas por baixo da camisa, devido às tensões e incidentes gerados com a medida do zero kilo.


quinta-feira, 12 de maio de 2016

Prefeitura de Jaguarão entrega mais 14 casas do programa Minha Casa Minha Vida


Na última sexta-feira (6) quatorze famílias beneficiárias das 48 casas do programa Minha Casa Minha Vida receberam as chaves de suas moradias, localizadas na Rua Martinho Braga, no bairro Indianópolis II. Durante o ato, marcado por muita alegria, era visível a emoção não apenas no rosto das famílias que recebiam suas chaves, mas também de grande parte dos convidados que acompanhou a entrega.
“Esse momento é extremamente feliz. Mais do que uma casa, essa entrega representa a dignidade para essas famílias que por muito tempo viveram o drama do aluguel e muitas enfrentaram grandes dificuldades em buscar um local para morar com suas famílias”, destacou o prefeito Cláudio Martins.
Também presente no ato de entrega o deputado estadual Zé Nunes desejou muitas felicidades para as famílias nesta nova fase e também ressaltou o trabalho qualificado da equipe da prefeitura de Jaguarão. “A administração municipal de Jaguarão está de parabéns, pois tem uma equipe dedicada e comprometida, que se preocupa em realizar projetos para atender quem mais precisa. Esse olhar para os mais pobres é de grande importância”, observou o deputado.
Feliz com a conquista a vendedora Cátia Alves, que estava morando com familiares e também passou um período pagando aluguel, destacou a felicidade em receber as chaves da casa própria. “Estou muito feliz e realizada. É um sonho que estou realizando. Amanhã já irei fazer a mudança”, destacou Cátia, que irá morar com o marido e seus quatro filhos.
Também, muito emocionada, Verônica Perez, que trabalha em uma lavanderia da cidade, comemorou o fim do aluguel. “Hoje é um dia de muita felicidade. Desde que fui contemplada, estava sempre na volta buscando informações e acompanhando o andamento das obras, ansiosa por este momento”, contou Verônica que planejava a mudança para o início da semana, com seus três filhos de 4, 11 e 15 anos.
De acordo com o coordenador do Núcleo de Habitação, Sérgio Affonso, o local já está com rede de água e luz e as residências têm sala, cozinha, banheiro e dois quartos. Todas as casas possuem telha de barro capa canal, forro PVC, piso em cerâmica, azulejo no banheiro e na cozinha e elas também são adaptadas para deficientes físicos.
Ainda segundo as informações da coordenação de habitação as equipes seguem trabalhando na colocação de água e luz na região das casas populares. Para o início da próxima semana a ideia é que mais quatro famílias recebam suas casas e as 19 restantes devem ser entregues nas próximas semanas.
Também participaram do ato de entrega das moradias o vice-prefeito Lisandro Lenz, o secretário de Desenvolvimento Social, Roberto da Silva, a presidente do Conselho de Habitação, Elisa Moraes, a presidente do Legislativo, Roseli Calvetti, os vereadores Oberte Paiva, Miriam Coelho e Orlando Coelho, entre outros. 

quarta-feira, 11 de maio de 2016

O Brasil está cansado dos desleais e dos traidores


Discurso da Presidenta da República, Dilma Rousseff, durante cerimônia de abertura da 4ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres

Centro de Convenções Ulysses Guimarães – Brasília/DF, 10 de maio de 2016

Boa  tarde. Boa tarde, queridas companheiras. Boa tarde para todas as mulheres que estão aqui e que representam as mulheres brasileiras de todo o Brasil, de Norte a Sul, de Leste a Oeste, do interior. As mulheres lá da Amazônia, do Rio Grande do Sul, as mulheres de todos os 27 estados. As mulheres no Nordeste, lá no Centro-Oeste, enfim, as mulheres desse País. As mulheres do Ceará, as mulheres de Sergipe, as mulheres de Pernambuco, as baianas, as mineiras, as matogrossenses, as matogrossenses do Sul, as goianas, as mulheres aqui do DF, as mulheres que vivem no Norte do País, Rondônia, Roraima, Acre, Amapá, as de Santa Catarina, as do Paraná, as de São Paulo, as do Rio de Janeiro, as do Espírito Santo, Maranhão, Alagoas, Rio Grande do Norte, Piauí… minha filha, a fronteira é imensa, um País imenso com uma fronteira imensa. Bom, falei todos os estados. A Amazônia eu já falei!

Eu queria aqui cumprimentar Rosemary Maria Vieira Teles e por meio da Rosemary eu cumprimento todas as companheiras aqui presentes, as conselheiras.

Queria também cumprimentar aqui as ministras, cumprimentando a ministra Nilma Lino Gomes, das Mulheres, da Igualdade Racial, da Juventude e dos Direitos Humanos. A nossa querida Eleonora Menicucci, secretária especial das Mulheres. Cumprimentar a Tereza Campello, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, a ministra do Bolsa Família. A Inês Magalhães, das Cidades, que é responsável pelo programa Minha Casa Minha Vida.

Queria cumprimentar a embaixadora dos Estados Unidos da América no Brasil, a embaixadora Liliane Ayalde,

Cumprimentar as ministras das mulheres ao longo dos ultimos 13 anos, responsáveis por tudo que nós construímos: a Emília Fernandes, a Iriny Lopes, a Nilcea Freire.

Queria cumprimentar as nossas aguerridas senadoras: Angela Portela, Fátima Bezerra, Gleisi Hoffmann, Regina Souza, Vanessa Graziotim.

Queria cumprimentar os deputados estaduais e as deputadas estaduais aqui presentes: a Ana Peruguni, a Angela Albino, a Benedita da Silva, a Érica Kokay, o Helder Salomão, a Jandira Feghali, a Jô Moraes, Lidiane Lins, a Luciana Santos, a Maria do Rosário, a Margarida Salomao, o Paulão, a professora Marcivânia,

Cumprimentar aqui dois secretários especiais: o Ronaldo Barros, da Promoção da Igualdade Racial, e o Rogério Sottilli, dos Direitos Humanos.

Queria cumprimentar também a presidenta da Caixa Econômica Federal, a Miriam Belchior,

Queria cumprimentar representantes de organismos internacionais: a Laisa Abramo, diretora da Unidade de Direito da Cepal; a Luísa Carvalho, diretora regional da ONU; a Nadine Gasman, representante da ONU Mulheres no Brasil,

Queria dirigir um cumprimento especial à deputada federal Alice Portugal. Vejam vocês, não botaram ela aqui, mas ela ganhou um cumprimento especial.

A Moeminha Gramacho.

Bom, todas vocês eles esqueceram de botar. Um abraço para todas.

A Neuza Geralda Tito, coordenadora-executiva da 4ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres,

Queria cumprimentar as jornalistas, fotógrafas, as cinegrafistas e também os jornalistas, os fotógrafos e os cinegrafistas.

Olha gente, para mim é um momento muito importante, é um momento decisivo. É um momento decisivo para a democracia brasileira esse momento que nós estamos vivendo hoje. Sem dúvida, nós estamos num momento em que a gente sente que nós estamos fazendo a história desse País.

E para mim é muito importante que hoje eu participe aqui da 4ª Conferência das Mulheres com cada uma de vocês. Eu não poderia estar em um lugar melhor do que esse. Um lugar em que eu sinto a energia de vocês, sinto o acolhimento de vocês e sinto essa imensa capacidade de luta, de resistência e a determinação das mulheres brasileiras.

A história ainda vai dizer quanto da violência contra a mulher, quanto de preconceito contra a mulher tem nesse processo de impeachment golpista. Nós sabemos que um dos componentes desse processo tem sempre uma base no fato de eu ser a primeira presidenta eleita pelo voto popular, a primeira presidenta eleita do Brasil.

E eu quero dizer para vocês que uma parte muito importante da minha capacidade de resistir decorre do fato de eu ser mulher. Mas, além disso, decorre do fato de eu ter plena consciência que eu tenho de honrar as mulheres do meu País, mostrando que nós somos capazes de resistir e de enfrentar. Nós temos uma força que não se confunde com a brutalidade. A nossa força não está em sermos ferozes, em sermos irascíveis, raivosas. A nossa força está em sermos lutadoras, guerreiras e extremamente sensíveis e capazes de amar,  até porque temos essa imensa capacidade que é dar a vida.

Então a história vai mostrar, e vai mostrar como o fato de eu ser mulher me tornou mais resiliente, mais lutadora. E muitas vezes como até hoje, queriam que eu renunciasse. Jamais passou a renúncia pela minha cabeça. A renúncia passa pela cabeça deles, não pela minha. Por que eu digo isso? Porque eu sou uma figura incômoda, porque enquanto eu me manter de pé, de cabeça erguida, honrando as mulheres, ficará claro que cometeram contra mim uma inominável injustiça, enorme injustiça. A renúncia é algo que satisfaz a eles, não a nós. A nós o que satisfaz é a luta, é isso que nos satisfaz, é a luta.

Eu asseguro, portanto, a vocês que eu vou lutar com todas as minhas forças, usando todos os meios disponíveis, meios legais, meios de luta, vou participar de todos os atos e as ações que me chamarem. Quero dizer a vocês que, para mim, o último dia previsto do meu mandato é o dia 31 de dezembro de 2018. Eu quero dizer a vocês que eu não estou cansada de lutar, eu estou cansado é dos desleais e dos traidores. E tenho certeza que o Brasil também está cansado dos desleais e dos traidores.  E é esse cansaço dos desleais e dos traidores que impulsiona a mim a lutar cada dia mais.

Eles, portanto, quando propõem a minha renúncia, têm dois objetivos. O primeiro deles: eles querem, de todas as formas, evitar que eu continue falando com vocês e denunciando o golpe. Querem também disseminar uma ideia: “Ah, ela é mulher, ela não tem capacidade de resistir”.

Pois bem, eu quero dizer a vocês que a minha capacidade é enorme. Eu  carrego comigo a força das mulheres e também dos homens que  se tornaram protagonistas de seus direitos, sujeitos de seus direitos, nesses últimos 13 anos. Eu carrego em mim a força de vida dos 36 milhões de brasileiros e brasileiras que saíram da pobreza.  Eu carrego em mim os 11 milhões que moram em casa própria do Minha Casa Minha Vida. Eu carrego comigo os 63 milhões de brasileiros e de brasileiras que não tinham atendimento médico e agora têm, pelo Mais Médicos. Carrego os 9 milhões e 500 mil do Pronatec. O Pronatec, um programa de formação profissional no qual as  mulheres são a maioria. Carrego também todos os mais de 4 milhões que fizeram ProUni, que fizeram Fies, que entraram na universidade. E carrego todos aqueles filhos de pedreiros que viraram doutores. Todos aqueles que tiveram acesso à educação pela política de cotas. Por isso é que eu não, jamais vou desistir.

Quero dizer a vocês que os golpistas carregam outro tipo de promessa com eles mesmos. Eles carregam promessas que nós não votamos nelas. Elas foram derrotados nas urnas em 2014. Eles carregam com eles a promessa de retrocesso. Prometem eliminar a obrigatoriedade dos gastos em saúde e educação. Prometem desvincular os benefícios do salário mínimo, principalmente os previdenciários. Prometem privatizar tudo que for possível. Prometem acabar com o pré-sal. E é isso que nos diferencia. Eu não fui eleita para isso. Eu fui eleita com a força de vocês para garantir os programas sociais. Eles que prometem focar e flexibilizar, eles que abrem uma CPI da UNE, eles que perseguem todos os que são capazes de lutar a favor da diversidade e contra o preconceito, eles são os golpistas.

Nós temos um lado, o nosso lado é o lado que garante que as mulheres hoje sejam aquelas que recebem o cartão do Bolsa Família, que dá prioridade à titularidade da mulher no Minha Casa Minha Vida, que combate a violência contra a mulher, que aprovou a Lei do Feminicídio. Nós somos aquelas que queremos a casa da mulher brasileira porque queremos uma forma eficaz, efetiva, de garantir acolhimento, proteção às mulheres vítimas de violência. Nós queremos um País em que a intolerância, em que o preconceito não tenha espaço para crescer. Nós queremos um País em que sejamos cidadãos diferentes, porém não desiguais. É esse o país pelo qual todos nós lutamos.

Eu quero dizer a vocês que o povo brasileiro votou em mim duas vezes, e agora eu quero dizer que esses 54 milhões de votos que eu recebi das urnas no ano de 2014, eu vou honrá-los. Por isso eu quero dizer a vocês que esse processo de impeachment é um golpe, é golpe contra tudo isso que eu acabo de dizer. É um golpe.

Muitos deles dizem: “Ah”... Quando eles dizem: “Olha, na Constituição Brasileira está previsto o impeachment”. O que eles estão fazendo é contar só uma parte, uma parte da verdade. Eles ocultam que a Constituição Brasileira diz que impeachment só pode ocorrer se houver crime de responsabilidade. E eu não cometi crime de responsabilidade. Eles me acusam de seis decretos e uma transferência para o Plano Safra. Os seis decretos dos quais eles me acusam não são decretos feitos para beneficiar a Presidência da República, a minha pessoa ou quem quer que seja. São decretos de funcionamento do governo, decretos feitos pelos presidentes que me antecederam, como esses foram feitos 27 no governo de ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. E se naquela época não era crime, não é crime hoje também.

E eu vou dizer para vocês que tipo de decretos são esses. Não são decretos difíceis de entender. Um deles, por exemplo, diz respeito a pedido do Tribunal Superior Eleitoral, não tem nada a ver com Executivo. O Tribunal pede que nós aumentemos, suplementemos a verba de que ele possui por quê? Porque ele teve um excesso de arrecadação, porque arrecadou mais fazendo concurso público. Então, pedi a suplementação.

O outro pedido é do MEC, do Ministério da Educação, que pedia suplementação para hospitais federais. O outro, por exemplo,  é do Ministério da Justiça, que pedia para suplementar verbas para escoltas. Nenhum deles tem nenhum traço de irregularidade. O que eles questionam é que nós não poderíamos suplementar, que nós tínhamos de cortar despesas. É isso que eles questionam. Mas acontece que nós já tínhamos cortado as despesas. Então, há uma manipulação clara nesse caso.

E eu quero dizer a vocês: não tem nenhuma acusação, não tem nenhuma acusação de usar indevidamente o dinheiro público. Todos os decretos diziam respeito a ações e práticas limpas, límpidas, corretas. Se aplicado este mesmo princípio, vários governadores do Brasil teriam também de sofrer processo de impeachment. Isso é um absurdo, é um expediente que usam contra mim.

Agora, ainda pior é a acusação sobre o Plano Safra. O Brasil faz e financia, e financia - e nós temos orgulho disso: financiamos, financiamos, sim, a agricultura brasileira. Ela gera empregos, ela bota comida na mesa. E, portanto, o Plano Safra, ele é feito pelo Banco do Brasil. O governo, num período, atrasou o pagamento ao Plano Safra. E eles falam que esse atraso de pagamento é uma espécie de empréstimo que o Banco do Brasil fez para o governo, e isso não pode ocorrer. Eu nunca ouvi dizer que atraso de pagamento é empréstimo. Quando qualquer pessoa atrasa seu aluguel ou seu pagamento, ela não está pegando um empréstimo, até porque ela vai pagar juros  e multa pelo atraso. Nós pagamos. E tem mais, o que é pior ainda: eu, pela  lei, desde 1994, por essa lei, nenhum presidente da República executa o Plano Safra. Não somos nós que executamos o PLano Safra. Não tem uma assinatura minha nesse processo.

Então, eu estou sendo acusada por uma coisa que não é crime. E além de não ser crime, eu não estava presente nos atos. Não porque não queira, porque a lei assim prevê. E eles sabem disso. Por isso que isso é um golpe, o mais deslavado golpe. Mas não é um golpe qualquer. É um golpe que nós temos de entender a natureza dele. Esse pessoal não consegue chegar à Presidência da República por meio do voto popular, porque não vamos votar no projeto deles, que é um projeto de desmonte do Brasil. Então, eles usam esse processo do impeachment para fazer uma espécie de eleição indireta da qual o povo está alijado e não participa.

É isso que está em curso no Brasil: uma verdadeira eleição indireta. E nós temos de dar nomes aos bois. Esse é um processo conduzido pelo ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, em aliança com o vice-presidente da República. Os dois proporcionaram ao País esta espécie moderna de golpe. Um golpe feito não com as armas, um golpe feito não com baionetas, um golpe feito rasgando a nossa Constituição.

Eu tenho certeza que essa é uma luta pela democracia, é uma luta por essa democracia brasileira ainda jovem, ainda frágil, mas que está nas nossas mãos fortalecer. Como na vida das pessoas as crises servem para que cresçamos, para que avancemos, para que nos tornemos mais fortes. Da mesma forma num país um processo como esse deve servir para garantir que nós sejamos capazes de defender aquilo que conquistamos. Seja aquilo que conquistamos no plano da cidadania, seja aquilo que nós conquistamos no plano dos nossos direitos e das nossas lutas.

Vejam vocês, cada um de nós é diferente dos outros. E no Brasil essa diferença serviu para condenar alguns à escravidão, serviu para alijar a grande maioria do povo dos benefícios desse enorme, rico e cheio país, desse país imenso, continental.

Porém, o que nós fizemos, nos últimos 13 anos, foi mudar esse processo e mudar por um caminho: nós reconhecemos a diversidade, nos achamos que ela nos dá força, que ela nos dá vida. Mas nós sabemos que as oportunidades têm de ser iguais. As oportunidades. Quando as pessoas cantam que o filho do pedreiro vai virar doutor, que o filho da empregada doméstica vai se transformar em um médico, esse é o caminho pelo qual nós lutamos nos últimos 13 anos. É essa nossa proposta: a mudança radical em relação às oportunidades.

E aí nós vimos isso ocorrer. Nós vimos isso ocorrer quando quem nunca viajava de avião passou a viajar de avião. Muitos olharam e falaram: “O que esse pessoal está fazendo nesse lugar que era só nosso?” Esse lugar não é mais só deles, esse lugar é de todos nós.  Essa foi a maior revolução pacífica feita num país. E a força dela está em que nós provamos juntos, em cada uma das conferências, em cada um dos nossos diálogos, em cada uma das políticas que implementamos, que era possível mudar a realidade.

E quando se mostra que é possível mudar a realidade ninguém, ninguém, vai deixar de garantir que ela continue mudando. O que nós conquistamos, nós temos de ter clareza, foi só o começo. Tem muito para conquistar. Foi só um começo.

É óbvio que num país que há pouco tempo era um país escravista, um país que estava acostumado a um nível de diferença e de desigualdade social gigantesca, este foi um processo que trouxe descontentamentos de várias pessoas, não é de uma maioria, é de uma minoria. Daqui para frente nós vamos ter de assegurar também a nossa democracia, porque esse processo é um processo virtuoso, porque foi feito dentro da legalidade, sem violência. E nós vamos assegurar que a nossa democracia continue viabilizando, garantindo as oportunidades, construindo a participação de homens e mulheres.

E no nosso caso específico, no caso da desigualdade de gênero, nenhum fundamentalismo vai impedir que a nossa perspectiva de gênero se afirma cada vez mais. Nós sabemos o quanto existe, o quanto existe de misoginia, o quanto existe de machismo em algumas visões. Nós vamos reafirmar a nossa perspectiva de gênero. E eu tenho certeza que uma conferência desse porte, desse tamanho, dessa envergadura é, sem dúvida, uma das nossas mais importantes plataformas de luta.

Eu quero finalizar dizendo o seguinte para vocês: eu me sinto injustiçada, sim. Eu sou vítima de uma injustiça. Mas eu sou um tipo de vítima como nós brasileiros e brasileiras somos, principalmente nós brasileiras, vítimas, porém lutadoras, vítimas que não desistem, vítimas com consciência, vítimas com capacidade de luta.

Muito obrigada e um beijo em todas vocês.  


terça-feira, 10 de maio de 2016

Secretaria Municipal de Cultura e Turismo entrega doações para Santa Casa de Jaguarão


Na manhã de hoje (10) a secretaria de Cultura e Turismo realizou a entrega de materiais de higiene, produtos de limpeza e alimentos não perecíveis que foram arrecadados durante a II Mostra Binacional de Dança e o espetáculo Cirquin, do Grupo Tholl. Os materiais foram doados pela comunidade que participou das duas apresentações realizadas no Theatro Esperança.
De acordo com a equipe da Santa Casa de Caridade é uma grande alegria receber este apoio da comunidade. “Estas doações nos ajudam muito. Agradecemos a iniciativa da equipe da Secult e de todas as pessoas que realizaram doações”, destacou a gestora presidente do hospital Dolores Gaidarji.
Segundo a secretária de Cultura, Maria Fernanda Passos, para o show do músico Luiz Marenco também será solicitada, aos que comprarem ingressos antecipados, no valor de R$30,00, a doação de papel higiênico e papel toalha para Santa Casa.
Participaram do ato de entrega membros da equipe da Secult e funcionários que integram a Comissão Pró Santa Casa.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Orquestra Juvenil del Sodre de Montevidéu, celebra seu aniversário no Theatro Esperança



O Consulado do Uruguai em Jaguarão comunica que no marco dos festejos comemorativos do quinto aniversário e dos 20 anos do Sistema de Orquestas Juveniles Infantiles, a Orquestra Juvenil do SODRE, vem realizando uma grande gira Nacional oferecendo concertos durante o ano de 2016 nos distintos departamentos do país, assim como nas cidades limítrofes do Brasil.

De sua agenda, se destaca, para esta comunidade da fronteira, a apresentação que se levará a cabo no dia 13 de maio do corrente no “Theatro Esperança” de Jaguarão, as 20:00  horas. A entrada é gratuita e os convites limitados a 500, podem ser retirados na Secult e na sede do Consulado uruguaio em Jaguarão. 

Nsta oportunidade, sob a Direção artística do Maestro Ariel Britos, apresentar-se-á  un grupo conformado por talentosos jovens músicos uruguaios, cujas idades oscilan entre os 10 e 27 anos, os quais participam da gira denominada: “ La Juvenil en todo el país”.

Se destaca que no marco de um programa de intercambio, de atuações conjuntas e realização de oficinas, estarão irmanada a mencionada orquestra, com a Orquestra Jovem do Río Grande do Sul.

Esta integração de ambas orquestras se baseia numa importante premissa: a música é uma ferramenta que permite transitar num caminho que brinda oportunidades a crianças e jovens em situacões socioeconômicas precárias. Portanto, se depreende desta concepção que ambas orquestras perseguem essencialmente um objetivo social.

De fato, suas atuações permitem , em nivel individual, a vivencia de experiencias que melhoram suas qualidades técnicas, e a nivel do coletivo, aproximam a música clássica ao interior do país, transformando esta atividade em algo fermental. que vai mais além das fronteiras. Nesse sentido se pretende criar uma relação academica permanente a nivel do Mercosul, que estreite ainda mais os laços existentes.


sexta-feira, 6 de maio de 2016

ESPETÁCULO THOLL: INGRESSOS ESGOTADOS


O Theatro Esperança Informa que os ingressos para o espetáculo CIRQUIN, do grupo Tholl estão esgotados! 

A apresentação acontecerá neste sábado (7), às 20h. 

Se você não comprou seu ingresso e tem interesse em ver o espetáculo, deixe seu nome e telefone numa lista de espera que está a disposição no Teatro. 

Conforme a procura, há possibilidades de acontecer uma sessão extra do espetáculo.  

segunda-feira, 2 de maio de 2016

AVISOS DA JUSTIÇA ELEITORAL - Prazo até 4 de maio para novo título de leitor

Senhores eleitores, o prazo final, antes das Eleições Municipais de 2016, para fazer a primeira via do Título de Eleitor, bem como para modificação de dados ou transferências de município ou locais de votação, termina no dia 04 de maio, quarta-feira.

Informamos que o cartório Eleitoral funcionará, nos dias 30 de abril e 1º de maio, sábado e domingo respectivamente, das 12h às 19h e que no dia 04 de maio, o horário de funcionamento será das 09h às 19h.

Salientamos que os eleitores de Jaguarão, que desejam fazer apenas o recadastramento biométrico, NÃO necessitam fazê-lo até 4 de maio, sendo essa atividade reiniciada no final do ano, normalmente. Os eleitores votarão, nesta eleição com seu título normalmente, mesmo sem biometria. Evite filas de espera desnecessárias.

Os documentos originais necessários para fazer o primeiro Título são:
1) Documento de identificação (sem abreviaturas no nome do eleitor ou dos pais) – RG, OU Carteira de Trabalho, OU Certidão de Nascimento, OU Certidão de Casamento.

2) Comprovante de residência atualizado em nome do eleitor ou dos pais. Caso esteja em nome de terceiros, retirar no Cartório Eleitoral,previamente, modelo de declaração a ser preenchida utilizada junto ao comprovante de residência.

3) Eleitores do sexo masculino entre 18 e 45 anos devem apresentar, também Certificado de Alistamento Militar ou de Reservista.

4) Cidadãos com mais de 18 anos podem ter de pagar multa por alistamento eleitoral tardio, a ser retirada no Cartório Eleitoral, paga na rede bancária ou conveniadas e apresentada ao Cartório Eleitoral no momento do alistamento.

Para transferir o título de eleitor de outro município para Jaguarão, o eleitor deve apresentar os documentos a seguir:

1) A condição para transferir o título de uma cidade para outra é estar residindo em Jaguarão há, pelo menos, três meses, a ser comprovado por comprovantes de residência de meses anteriores e o atual.

2) Documento de identificação (sem abreviaturas no nome do eleitor ou dos pais) – RG, OU Carteira de Trabalho, OU Certidão de Nascimento, OU Certidão de Casamento.

2) Comprovante de residência atualizado em nome do eleitor ou dos pais. Caso esteja em nome de terceiros, retirar no Cartório Eleitoral,previamente, modelo de declaração a ser preenchida e utilizada junto ao comprovante de residência.

Por último, reforçamos que eleitores que desejem apenas fazer a biometria, ainda não têm prazo para fazê-lo, não precisando comparecer ao cartório eleitoral até o dia 04 de maio, podendo recadastrar-se normalmente após as eleições.

O telefone do Cartório Eleitoral é 3261 3010 e o mesmo funciona de segunda a sexta-feira das 12h às 19h.